Mike, O Frango Sem Cabeça

Ok, tudo tem limites, certo? Errado! Conheça agora a história de uma ave que foi decapitada e ficou por quase 20 meses viva.

Um dia antes da data mais assustadora dos Estados Unidos, só que em 1945, um pobre fazendeiro de Fruita, Colorado, resolveu fazer um jantar para sua sogra, na verdade, ele não iria fazer o jantar, mas sim, sua mulher. Lloyd Olsen (o fazendeiro) ia fazer apenas algo simples para ele, decapitar um frango para sua mulher cozinhá-lo.

Na hora de escolher o frango, Olsen escolheu uma ave, do sexo masculino, de apenas cinco meses e meio e a decapitou. Normal né? Não, depois de decapitada, a ave continuou viva, bem conheço alguns parentes meus que viveram na roça e contam que isso acontece de vez em quando, porém, o animal não dura muito tempo sem a cabeça.

Com Mike foi diferente, ele viveu durante DEZOITO MESES sem sua própria cabeça. Mike (assim batizado por Olsen) nasceu em abril de 1945, em 10 de setembro do mesmo ano, Mike foi decapitado de maneira errada, ou será que foi certa, já que o pobre franguinho conseguiu ganhar um bônus de tempo de vida?

Mike e Olsen

O que fez Olsen quando viu que a ave não morria? Suspendeu o jantar e colocou a cabeça decapitada sob a asa de Mike e assim ele dormiu o resto da noite.

E parece que um sentimento de arrependimento bate em Olsen, já que ele resolveu cuidar da ave alimentando-a com grãos de milho pequenos e uma mistura de leite e água que ele colocava numa conta gotas e derramava sobre a garganta sem cabeça de Mike. Como quase todos os animais, Mike produzia muco, entretanto, como esse muco não subia até a cabeça de Mike, então esse muco formava uma mini piscina na sua garganta, que Olsen e sua família tinham que retirar com seringas.

Agora vem a parte mais sinistra da história: mesmo sem cabeça, Mike (eu não sei como) conseguia pular nos poleiros mais elevados do galinheiro sem cair e seu canto era como se fosse um gorgolejo, igual ao barulho que fazemos quando tiramos a água restante depois de escovar os dentes.

Depois disso, como todo bom americano, Olsen foi fazer dinheiro com seu animalzinho. Mike virou celebridade, e fez diversas excursões com outros animais bizarros como uma vitela de duas cabeças (enquanto uns têm demais, outros não têm nada, coitado do Mike).

Olsen chegou no auge com suas excursões com Mike, a ganhar U$ 4.500 por mês. Mike já ficou em exposição por apenas 25 centavos. Olsen colocava uma cabeça cortada junto ao frango, só que essa cabeça não era original, tendo em vista que a original foi comida por um gato.

Mike numa exposição com uma cabeça falsa

Porém nem tudo é eterno, em Março de 1947 depois de um show em Phoenix, Arizona, Mike sufocou durante a noite e as seringas não estavam com Olsen, sendo ele, incapaz de salvar a ave. Bem a história pararia por aí já que oficialmente a morte de Mike acontece em março de 1947. Só que depois disso, Lloyd Olsen disse que vendeu Mike, o que gerou boatos de que ele estaria ainda em exposição até 1949.

O que será que aconteceu com Mike? Será que ele foi vendido vivo e continuou vivo com outro dono, ou ele teria morrido naquela mesma noite? Bem, eu não sei responder. Acredito que sim, veja o restante do artigo.

O que eu sei dizer é que mesmo sem cabeça, Mike engordou, morreu com 3 quilos e quando foi decapitado tinha apenas 1. Sei dizer também que (é agora que acredito que ele morreu) exames feitos após sua morte concluíram que a lâmina que cortou Mike tinha errado a veia jugular, formando um coágulo, ou seja, o sangue ficou preso, impedindo que sangrasse sem parar até morrer (bem, se fizeram esse exame depois da ave estar morta, muito provavelmente ela não estaria viva depois). Mike continuou com seu tronco cerebral e como a maioria das reações de uma galinha é controlada pelo tronco cerebral, Mike pode viver saudavelmente. Incrível não é mesmo?

Muitas pessoas tentaram fazer o mesmo que Olsen, mas as coitadas das aves não conseguiam viver por muito tempo. A banda californiana Radioactive Chicken Head fez uma canção sobre o Mike no álbum de 2008 chamado de “Music For Mutants” (Música Para Mutantes).

A banda californiana que fez a homenagem ao Mike, o frango que viveu sem cabeça

 

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Caninos Brancos

Acho que nunca mais eu vou ver os cães da mesma maneira.

Atenção, antes de ler o texto, saiba que o texto contém spoilers.

 

Quando eu comecei a ler Caninos Brancos, e olhava para trás do livro, não entendia nada. No começo do livro se conta somente sobre a jornada de dois amigos que estavam indo a um forte. Na verdade, das cinco partes do livro, uma parte inteira era só sobre os amigos e sua jornada. Lembrando que a história se passa no Alasca em 1910.

 

Abertura do livro:

Extensos pinhais sombrios derramam-se lugubremente por ambas as margens do rio congelado.

Bill e Henry estão enfrentando o Wild (que nada mais é do que uma região atravessada pelo círculo ártico e imediações, é uma palavra intraduzível nesse caso, wild, na verdade significa selvagem), e são surpreendidos quando uma matilha de lobos atacam seus cães de trenó e acabam matando, um por um.

Já deu para perceber como eu fiquei confuso, já que no final do livro dizia que a história falava sobre um lobinho desde seu nascimento até sua velhice, mas na verdade o que eu encontrava no livro até aquele ponto era só sobre aqueles dois homens e sua jornada.

Mas eu sou muito impaciente. Na segunda parte do livro tudo muda de foco. Depois de comerem os cães e um dos homens, o segundo homem consegue escapar da matilha depois de muito sacrifício e aí que entra o começo da história, depois de 38 páginas!

Na verdade, a mãe do futuro lobinho está nessa alcateia (mesmo sendo ela uma cachorra) e pelo visto ela sempre tinha muita moral, sempre que algum macho chegava perto dela ela cravava seus dentes nos pescoços dos seus queridos companheiros. História vai, história vem, ela acaba acasalando com um dos lobos chamado Caolho e aí sim Caninos Brancos nasce de verdade, isso só acontece no capítulo 2, O ninho, da segunda parte, na página 50, mas o livro fala do lobinho principal, no capítulo seguinte e é aí que consigo entender as coisas (sim, meu raciocínio é lento), na verdade a história dos amigos só foi, como posso dizer… Um prefácio! Não serviu para muita coisa na história.

Caninos é um cão-lobo que fica em sua caverna, enquanto seu pai, Caolho, vai caçar, um péssimo dia seu pai é morto, então sua mãe sai para caçar enquanto ele fica na caverna sozinho, mas ele está crescendo e um dia resolve sair e começa se dando mal, ele acaba descendo barranco abaixo sem controle e assim que desce já descobri um mundo de coisas.

Fique me perguntando se nunca mais ele ia ver sua mãe novamente, mas ele viu sim! Durante uma luta com uma doninha sua mãe aparece para ajudá-lo.

Gostava do relacionamento da mãe com seu filhote, ela sempre o protegia, Caninos era um lobo, mas também tinha seu lado cão, um lado brincalhão e inocente.

Mas tudo muda de novo. A mãe de Caninos se chama Kiche, uma cachorra (é a mesma que dava dentadas nos lobos que chegam perto dela), que já foi domesticada pelos índios e por coincidência se encontra com os seu antigo dono. Então Caninos começa um longo e doloroso processo de domesticação e frieza.

No acampamento indígena, sua mãe vivia presa numa madeira enquanto Caninos vivia solto, mas aqui está o começo da frieza de Caninos: Lip-Lip, esse maldito cachorro vivia dando surras no pobre do lobinho, às vezes, ele traiçoeiramente levava Lip-Lip até sua mãe e, Kichie, que dava algumas mordidas como recompensa no cachorro que vivia em fazer a vida de Caninos um inferno. Mas, um dia sua mãe é levada por um dos índios para um lugar desconhecido, era o fim da proteção de Caninos, Lip-Lip fazia a festa com ele o maltratando até ele dizer chega! É aí que Caninos fica fechado, sóbrio, distante.

Seu dono, Castor Pardo, não fazia muita coisa quando Lip-Lip batia em Caninos, na verdade Castor Pardo se limitava a lhe dar comida, nada muito íntimo e carinhoso. Caninos se torna um monstro, ele cresce, e se torna forte e poderoso.

A história te comove em vários sentidos, você se sente preso à história, torcendo para que o lobinho se dê bem. Primeiro a troca de donos (ou deuses como o livro chama os seres humanos [por terem poder o suficiente para mudar o futuro dos cães]), no meio da história aparece o pior personagem do livro, Beauty Smith, beauty significa beleza em inglês, (o que é uma tremenda ironia ao personagem já que o livro o descreve como uma pessoa horrível de feia), Smith tem um estranho interesse por Caninos, primeiro ele oferece um dinheiro para Castor Pardo, que recusa a oferta, então ele astuciosamente começa a frequentar a casa do índio (tentando conquistar sua confiança), então ele põe em prática seu pano, fazer o índio se tornar alcoólico.

Castor Pardo empobrece em pouco tempo e, ao invés de, Smith comprar o cão-lobo com dinheiro, o compra com uma garrafa de bebida. Mas Smith não é bom. E Caninos mesmo sem cair ainda em suas garras, já sabia disso. Depois de fugir da casa de Beauty duas vezes, é na terceira vez que Caninos sofre para valer. Ele vira um cão de luta. E se torna um cão extremamente selvagem e de caráter áspero.

Caninos enfrenta inúmeros inimigos perigosos, ele sempre se saía melhor em todas as lutas, mas essa série de vitórias acaba com um buldogue estranho. Cherokee é o nome do cachorro, ele era desajeitado, meio lento e desengonçado, uma presa fácil para ele. Nem tanto. Cada vez que Caninos dava um golpe em Cherokee, o cachorro se erguia e simplesmente continuava a briga, nunca parava. A briga terminou com o buldogue com a boca encravada no pescoço de Caninos, e o pior, Cherokee nunca largava o pescoço de Caninos, o lobo o jogava de um lado para o outro, Cherokee mantéu o corpo mole, mas a boca estava lá, sempre cravada no pescoço do lobinho (que agora não era tão “inho”), era o fim de Caninos Brancos.

Até que Weedom Scott e Matt chegam para salvar a vida do lobo. O buldogue é retirado por um dos homens com uma arma e leva Caninos embora, Beauty Smith chia e leva um soco no rosto. Covarde como Smith era, não encarou o homem que levava seu lobo por 150 dólares.

Scott cuidou do cão-lobo como um pai, lhe dava comida, o acariciava, lhe abrigou. Caninos como não sabia emitir outro som sem ser o rosnido, rosnava, mas com uma “nota” diferente. Mas não pense que foi assim tão rapidinho, foi um longo processo até que Caninos se abrisse totalmente ao seu dono. Scott leva caninos do norte (lugar onde o lobo sempre vivera) e o leva para uma grande fazenda na Califórnia. É nesse lugar que Caninos começa a se civilizar, se apaixona por uma cachorra chamada Colie, não mata mais os pequenos animais e pelas primeiras vezes o lobinho late (sim, acredite, ele não sabia latir, só rosnar).

Enquanto eu lia o livro, pensei que o lobo iria morrer, e quem disse que os livros não transmitem emoções? No final do livro fiquei tenso pensando que o lobo poderia morrer, ainda mais na parte final, no qual um bandido entra na fazenda e Caninos o ataca e o lobo leva um tiro, o bandido morre e o cachorro quase que leva o mesmo destino, mas depois ele se recupera e, com um triunfante vigor, ele se levanta e anda, capengando e às vezes caindo, mas andando, ele vê seus filhotes e todos o aplaudiram e o livro termina assim:

 

Encerramento do livro:

Palmas e gritos dos deuses aplaudiram a cena. Caninos mostrou-se um tanto surpreso, e olhou para a assistência com olhos interrogativos. Sua fraqueza fez-se sentir de novo e caiu de banda, olhando para a coisinha viva novamente. Os outros filhotes vieram reunir-se àquele, para grande aborrecimento de Colie, toda ela ciúmes, e Caninos gravemente permitiu que a ninhada trepasse em cima dele e brincasse sobre sua pele. E ali ficou, a antiga fera, como tapete vivo sobre o qual coisinhas vivas brincavam. Seus olhos pacientes semicerraram-se e Caninos entrou em cochilo.

 

Fiquei com terror enorme com que o lobo morresse no último parágrafo, me senti um idiota por isso, mas sei que não sou o único a sentir isso, afinal, literatura com certeza é arte e arte emociona.

 

Caninos brancos é um dos melhores livros que já li, mostra como sempre o amor vencerá o ódio, Caninos com o levar da vida se torna um lobo frio, sem vida, apenas ansioso para matar algum ser vivo, o jeito com que Scott o trata é fantástico, o lobo que nunca brincou na vida, nunca riu, nunca latiu e que só sabia rosnar e arreganhar seus grandes caninos brancos, agora estava deixando criaturinhas subirem em cima dele. Uma das passagens que mais gostei foi essa: “[…] Seu senhor riu-se mais ainda e ele aumentou a pose de dignidade. Por fim mudou e, quando o amo ria-se, Caninos passou a imita-lo. Sua boca abria-se levemente, seus lábios se repuxavam, com o conjunto facial desenhando uma expressão nova. É que também aprendera a rir.” Lembrando que Caninos também odiava o riso. Vou sempre me lembrar desse livro, que talvez seja o último (ou um dos últimos) que vou ler esse ano.

 

Parágrafo favorito:

O Wild odeia o movimento. Para ele a vida constitui ofensa porque vida é movimento. O Wild destrói todo o movimento, imobilizando tudo. Congela a água para impedi-la de correr rumo ao oceano: espreme a seiva das árvores até exauri-las; e, com maior ferocidade ainda, encarniça-se contra o homem para força-lo à submissão – o homem, esse entezinho inquieto e sempre em estado de revolta contra a imobilidade.

Jack London – O Autor

Jack London

Nasceu em 1876, em São Francisco. Começou a escrever para fugir da vida de operário de fábrica. Teve muitas ocupações, como apanhador de ostras clandestinas na baía de São Francisco, marinheiro, além de procurar ouro na região de Klondike, no Alasca. Frequentou a universidade por apenas seis meses, pois a considerou um lugar pouco vivo e sem paixão. Suas obras foram inspiradas em sua larga experiência de vida e em suas aventuras, como uma travessia pelo Pacífico em um barco a vela e viagens pelo mundo. London teve uma extraordinária disciplina em seu trabalho, escrevendo mil palavras por dia durante 16 anos, o que lhe rendeu cerca de 50 livros publicados e centenas de contos e artigos. Dos romances mais famosos de London destacam-se O Grito da Selva, de 1903, O Lobo do Mar, de 1904, e Caninos Brancos, de 1906. Suas obras foram traduzidas em várias línguas e continuam as ser lidas em todo o mundo.

Ficha do Livro

Título Caninos brancos
Autor Jack London
Tradução Monteiro Lobato
Ilustrações Orlando Pedroso
Título Original White fang
Editora IBEP
Páginas 216

São Francisco: O Melhor e o Pior dos Estados Unidos

Amarela, com dupla suspensão, banco, freios e pedais fabricados com novas tecnologias, a bicicleta de US$ 4.500 reluz através da vitrine enquanto o velho bondinho, puxado por cabos de aço, sobe a Powell Street levando turistas em direção a Fisherman’s Wharf, um complexo de restaurantes de frutos do mar, próximo a píeres e velhos galpões de fábricas remodelados para abrigar shopping centers de luxo. A bicicleta é da marca Porsche.

Vou para um concerto de violão clássico com Kazuhito Yamashita, mas sigo em direção à Bay Brigde, a pé mesmo, paro no Metreon, megacentro multimídia patrocinado pela Sony. Ligado ao Museu de Arte Moderna de São Francisco por meio de um lindo jardim florido em pleno inverno oferece um laboratório de testes de videogames PlayStation, um gigantesco showroom da Microsoft, uma loja do Discovery Channel, 8 cinemas e um museu interativo de história da tecnologia.

Ainda no caminho para o concerto, pela Main Street, vejo o outro lado da moeda. Sentada sobre uma enorme caixa de lixo, uma garota linda, mas imunda, segura um caniço em cuja ponta amarrou uma lata de Coca-Cola, como se estivesse pescando. E está. Com os olhos mortiços e os cabelos duros, como se tivessem sido engraxados, ela fica imóvel esperando que depositemos algumas moedas na latinha, que balança e tilinta ao sabor da bondade alheia. Na principal rua comercial do mais importante núcleo urbano da Califórnia perambulam os sem-teto, em sua maioria negros.

Saio do show com fome, vou jantar no Pier 3. Mas além dos barcos de pesca, há uma estrutura de metal flutuando. É um submarino. Mais ao longe, outro navio militar. A Califórnia é também um dos mais importantes centros militares dos Estados Unidos, serve à frota do Pacífico, acomoda boa parte do complexo industrial que puxa o avanço tecnológico americano.

No jornal, as verbas federais para a Califórnia: US$ 20 bilhões para pesquisa, US$ 7 bilhões para tecnologia da informação, US$ 800 milhões para construir novas prisões que abriguem imigrantes ilegais. O México está logo ali. Quem não lembra de “Men in Black” (Homens de Preto)? A cena inicial é um grupo de imigrantes ilegais, no meio dos quais há alguns ETs escondidos…

Mas o povo está fugindo do Vale do Silício, a conurbação que abrange São Francisco e os pequenos núcleos dos arredores e concentra a principal aglomeração de empresas de informática do mundo. Uns dizem que chegam engenheiros e empresários, fogem professores, enfermeiras, caixas de supermercado. O custo de vida é intolerável. Outros dizem que cresce o número de executivos médios e altos que já não tolera o estresse, o tráfego, a competição violenta, a falta de vida plena em nome do ritmo alucinado do maior polo de tecnologia de informação do planeta. […]

Gilson Schwartz. “São Francisco: neo-hippie, militar e digital”. In: Mundo – Geografia e Política Internacional, ano 8, n. 1.

São Paulo, Pangea, março/ 2000.

São Francisco, Califórnia

Os Estados Unidos não são tão diferentes do Brasil, hoje a Califórnia (estado onde está São Francisco) é mais populosa e mais rica do que o Canadá inteiro (e olha que o Canadá é o segundo maior país do mundo e está entre as doze potências econômica do planeta) e mesmo assim, uma boa parte das cidades mais miseráveis dos Estados Unidos estão lá, mesmo a Califórnia sendo o estado mais rico e populoso dos Estados Unidos, isso te lembra um certo grande estado brasileiro? Bem, eu me lembro de São Paulo. O Estado de São Paulo é mais populoso e rico que a Argentina (se ligou, o Brasil faz o papel dos Estados Unidos e a Argentina do Canadá). As gritantes desigualdades sociais de São Francisco me lembram bastante as da cidade de São Paulo, a bicicleta da Porsche e a menina imunda, a Rua Oscar Freire e a Cracolândia, custo de vida altíssimo, violência, riqueza e pobreza lado a lado, são só duas grandes cidades, em dois mega países que dividem algumas de suas características que nada são peculiares de outras grandes cidades.

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Belos papéis de parede:

Rio Allagash, no estado americano de Maine, um lugar tranquilo para remadores

O esquimó canadense segura uma foto na Ilha congelante de Baffin, em pensar que há 56 milhões de anos atrás a Ilha de Baffin era igual a esse pântano na Carolina do Sul

Quem não gostaria de estar num lugar como esse

Essa paisagem mostra como a população da Mongólia (que já foi um dos maiores impérios do mundo) está dispersa e espalhada ao longo do país

Esse é o parque Bridger-Teton National Forest no estado americano de Wyoming

Mais emissões de carbono na atmosfera, essa é na Inglaterra, lugar onde aconteceu a 1ª Revolucão Industrial

Cisne no lago, no Parque Richmond em Londres

Yosemite National Park, na Califórnia

Arctic National Park and Preserve, no Alasca, protegido desde 1980

Cratera formada por uma explosão vulcânica, no Queen Elizabeth Park

 

 

 

Image A

Imagens realmente bizarras.

Não é um truque, ele só fez uma maquete

 

Foto de uma competição de cavalos, no qual o animal passa sobre um anel de fogo

Não foi montagem de computador, se você ficar de frente a esse corredor você verá esses quadrados vermelhos, mas é só um efeito, se você mudar sua posição, você verá a imagem direita

 

 

 

 

Lago na Califórnia


Algumas Curiosidades B

Planta-Vampira

Parece ser um extraterrestre que caiu na Terra, mas esta é a flor da Hydnora africana, que vive nos desertos da África Austral. A planta é incomum por não ter raízes, folhas ou clorofila e, exceto pela flor, vive totalmente sob a terra. Ela se comporta como um vampiro subterrâneo, usando ventosas nos caules para extrair o sumo das raízes de sua presa, a Euphorbia mauritanica, uma planta coberta de arbustos. O único sinal da planta acima do solo é quando o gomo rebenta, aumenta de tamanho e abre sua flor rosácea e corpulenta. Depois ela libera um forte odor de carne podre, e é assim que as pessoas geralmente a encontram (embora haja plantas mais fedorentas).

Essa é a Euphorbia mauritanica

 

O mau cheiro da flor e o rosa luminoso são um chamariz irresistível para moscas e besouros, que provavelmente se enganam achando que estão diante da carcaça de um animal. Quando os insetos entram na flor, seus “lábios peludos” se fecham para evitar que escapem. O interior da flor é liso e lubrificado com cera, e insetos, como besouros, escorregam nas bordas, presos lá dentro. Só depois de os insetos terem polinizado a planta é que ela se abre, deixando os prisioneiros fugirem.

Curiosidades Rápidas

Em meados do século 18, a geografia americana era tão pouco conhecida na Europa que a primeira edição da Enciclopédia Britânica, em 1768, descrevia a Califórnia como “um imenso país nas Índias Ocidentais”.

14 taças semanais de vinho tinto dizem ser precisas para evitar um resfriado.

Também conhecida como flor cadáver, a Amorphophallus titanium – ou jarro-titã – é considerada por muitos como a planta mais fedorenta da Terra. Quando ela floresce, libera um odor extremamente pútrido que parece carne podre, e pode ser sentido a quase 1 km de distância.

Essa é a Amorphophallus titanum

 

Fonte: BBC Knowledge Para Mentes Curiosas, número: 5, nov. 2009.