As Melhores Universidades do Mundo 2014-2015

Aqui vai a lista da THE (Times Higher Education) sobre 30 melhores universidades do mundo. A USP saiu da lista das 200 melhores, Harvard subiu pra segunda posição, algumas universidades turcas aparecem, mas nada de muito anormal…

Rank Universidade País Pontuação
1 Instituto de Tecnologia da Califórnia Estados Unidos 94.3
2 Universidade de Harvard Estados Unidos 93.3
3 Universidade de Oxford Reino Unido 93.2
4 Universidade de Stanford Estados Unidos 92.9
5 Universidade de Cambridge Reino Unido 92.0
6 Instituto de Tecnologia de Massachusetts Estados Unidos 91.9
7 Universidade de Princeton Estados Unidos 90.9
8 Universidade da Califórnia em Berkeley Estados Unidos 89.5
9 Colégio Imperial de Londres Reino Unido 87.5
10 Universidade de Yale Estados Unidos 87.5
11 Universidade de Chicago Estados Unidos 87.1
12 Universidade da Califórnia em Los Angeles Estados Unidos 85.5
13 Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique Suíça 84.6
14 Universidade de Columbia Estados Unidos 84.4
15 Universidade Johns Hopkins Estados Unidos 83.0
16 Universidade da Pensilvânia Estados Unidos 81.0
17 Universidade de Michigan Estados Unidos 80.9
18 Universidade Duke Estados Unidos 79.9
19 Universidade Cornell Estados Unidos 79.4
20 Universidade de Toronto Canadá 79.3
21 Universidade Northwestern Estados Unidos 79.2
22 Universidade Colégio de Londres Reino Unido 78.7
23 A Universidade de Tóquio Japão 76.1
24 Universidade Carnegie Mellon Estados Unidos 74.3
25 Universidade Nacional de Singapura Singapura 73.3
26 Universidade de Washington Estados Unidos 73.2
27 Instituto de Tecnologia da Geórgia Estados Unidos 72.8
28 Universidade do Texas em Austin Estados Unidos 72.3
29 Universidade de Illinois em Urbana Champaign Estados Unidos 71.9
29 Universidade Ludwig-Maximilians em Munique Alemanha 71.9
29 Universidade de Wisconsin-Madison Estados Unidos 71.9
A Caltech mais uma vez fica com a primeira colocação como melhor universidade do planeta.

A Caltech mais uma vez fica com a primeira colocação de melhor universidade do planeta.

Já o MIT, uma espécie de rival da Caltech, fica com o 5º lugar

Já o MIT, uma espécie de rival da Caltech, fica com o 6º lugar

E as universidades brasileiras? A melhor colocada foi a USP (como sempre) que ficou entre as 225 melhores com uma pontuação de 44.0, já Unicamp, que ficou com o segundo lugar (como sempre de novo), teve a pontuação de 36.8. A UFRJ com 28.1 e a UNESP com 22.7. Aqui você vê a lista das 200 melhores e aqui a lista das melhores universidades dos países emergentes.

 

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Evolução das Populações Mundiais

Nesse post você vai ver os países (ou impérios) mais populosos do mundo nos anos de 1900, entre 2010 e 2012 e as estimativas para 2050.

População em 1900

Rank País/ Império População estimada
1 Dinastia Qing (China) 415.000.000
2 Império Indiano 200.000.000
3 Rússia 132.000.000
4 Estados Unidos 76.212.168
5 Alemanha 56.000.000
6 Áustria-Hungria 51.356.465
7 Índias Orientais Holandesas (Indonésia) 45.500.000
8 Japão 42.000.000
9 Reino Unido 38.000.000
10 França 38.000.000
11 Itália 33.000.000
12 Império Otomano 30.860.000
13 Espanha 20.750.000
14 Brasil 17.000.000
15 México 12.050.000

População entre 2010 e 2012

Rank País/ Império População estimada
1 China² 1.347.350.000
2 Índia² 1.210.193.422
3 Estados Unidos¹ 314.762.000
4 Indonésia³ 237.641.326
5 Brasil¹ 193.946.886
6 Paquistão¹ 181.219.000
7 Nigéria¹ 166.629.000
8 Bangladesh¹ 152.518.015
9 Rússia¹ 143.228.300
10 Japão¹ 127.530.000
11 México³ 112.336.538
12 Filipinas³ 92.337.852
13 Vietnã² 87.840.000
14 Etiópia¹ 84.320.987
15 Egito¹ 82.828.000

1= Países com população estimada no ano de 2012;

2= Países com população estimada no ano de 2011;

3= Países com população estimada no ano de 2010;

Estimativa da População Mundial em 2050

Rank País/ Império População estimada
1 Índia 1.656.554.000
2 China 1.303.723.000
3 Estados Unidos 422.554.000
4 Nigéria 402.426.000
5 Indonésia 313.021.000
6 Paquistão 290.848.000
7 Etiópia 278.283.000
8 Brasil 260.692.000
9 Bangladesh 250.155.000
10 Filipinas 171.964.000
11 México 147.908.000
12 República Democrática do Congo 144.805.000
13 Egito 137.873.000
14 Uganda 128.008.000
15 Vietnã 111.174.000

Fonte: Wikipédia

As Melhores Universidades do Mundo 2012-2013

Na lista atualizada da THE (Times Higher Education) comandada pela Thomson Reuters, o Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech) continua imponentemente em seu primeiro lugar, Oxford agora empatada com Stanford em segundo e a poderosa Harvard em seu decepcionante quarto lugar. A USP melhora sua pontuação e posição na lista, o Instituto Federal Suíço de Zurique é a melhor universidade do mundo não anglófona, a Universidade de Tóquio é a melhor universidade da Ásia, a Universidade da Cidade do Cabo é a melhor universidade da África e a Universidade de Melbourne é a melhor universidade da Oceania. Na lista de 1 a 400, só duas universidades brasileiras: A Universidade de São Paulo e a Universidade de Campinas. A lista abaixo é das 30 melhores universidades, no final da lista clique no link para ver a lista completa, claro, se for do seu interesse.

Rank Universidade País Pontuação
1 Instituto de Tecnologia da Califórnia Estados Unidos 95.5
2 Universidade de Oxford Reino Unido 93.7
2 Universidade de Stanford Estados Unidos 93.7
4 Universidade de Harvard Estados Unidos 96.3
5 Instituto de Tecnologia de Massachussetts Estados Unidos 93.1
6 Universidade de Princeton Estados Unidos 92.7
7 Universidade de Cambridge Reino Unido 92.6
8 Colégio Imperial de Londres Reino Unido 90.6
9 Universidade da Califórnia, Berkeley Estados Unidos 90.5
10 Universidade de Chicago Estados Unidos 90.4
11 Universidade de Yale Estados Unidos 89.2
12 ETH Zurique – Instituto Federal Suíço de Tecnologia Suíça 87.8
13 Universidade da Califórnia, Los Angeles Estados Unidos 87.7
14 Universidade de Columbia Estados Unidos 87.0
15 Universidade da Pensilvânia Estados Unidos 86.6
16 Universidade Johns Hopkins Estados Unidos 85.6
17 Universidade Colégio de Londres Reino Unido 85.5
18 Universidade Cornell Estados Unidos 83.3
19 Universidade do Noroeste Estados Unidos 83.1
20 Universidade de Michigan Estados Unidos 82.6
21 Universidade de Toronto Canadá 82.2
22 Universidade Carnegie Mellon Estados Unidos 81.5
23 Universidade Duke (Duque) Estados Unidos 81.2
24 Universidade de Washington Estados Unidos 79.9
25 Universidade do Texas em Austin Estados Unidos 78.8
25 Instituto de Tecnologia da Geórgia Estados Unidos 78.8
27 Universidade de Tóquio Japão 78.3
28 Universidade de Melbourne Austrália 77.9
29 Universidade Nacional de Singapura Singapura 77.5
30 Universidade da Colúmbia Britânica Canadá 77.3

Para ver a lista completa no site oficial, clique aqui.

Tóquio Ano Zero

Tóquio de um jeito que você nunca leu.

Antes de ler a resenha, saiba que ela está recheada de spoilers.

A história se passa na Tóquio arrasada pela Segunda Guerra Mundial, lá pela década de 40. Um lugar extremamente quente, perigoso, decadente que ao mesmo tempo é um lugar que é repleto de pessoas e que se reconstrói.

O livro também me mostrou como os japoneses não são aquilo que a maioria de nós imagina ser: eles são violentos, nervosos, pervertidos e até engraçados (vai ver foi a guerra e a derrota para os Estados Unidos que os deixaram desse jeito). São educadíssimos (isso eu já sabia) mesmo assim, com várias reverências e quando eles erram fazem vários pedidos de desculpas.

Bem, vamos começar a falar do livro. Apesar de estar escrito “na sinopse do livro” que a história se passa em torno do assassinato de duas mulheres no parque Shiba, a história é sobre várias mulheres – geralmente jovens – mortas.  O detetive Minami é mais que um detetive, é um guerreiro, o cara praticamente não dorme, muito mal come e durante todas as 400 páginas (na verdade 399, para ser mais exato) o detetive toma um só banho – e isso lá pelo final do livro – ele se esforça, viaja e tenta mover terra, céu e mar para descobrir o assassino.

O assassino na verdade é um serial killer REAL, chamado Kodaira Yoshio – é de praxe de David Peace (autor) misturar ficção à realidade – que seduz e estupra diversas mulheres. O livro na verdade fica nisso: a investigação incessante de Minami (e sua rotina melancolicamente monótona) para encontrar provas para incriminar Kodaira. Mas deixe-me fazer uma ressalva: o autor conta essa história de forma pra lá de empolgante, ele usa de vários recursos, um deles irritantemente interessante é o de repetir várias, várias, várias, várias e várias vezes a mesma coisa (de forma consecutiva ou alternada), e tirando a originalidade da história, o livro é muito bom para quem gosta da cultura japonesa, vários nomes, onomatopeias, gírias, estações de trem, hábitos, músicas e até um pequeno mapa de Tóquio na década de 40.

Lembrando que o livro é bem obsceno, tem algumas partes fortes e não acho recomendado para menores de 18 (sério mesmo!). Ver o Japão – uma das nações mais bem estruturadas do mundo – de jeito totalmente destroçado, decadente e principalmente: uma nação em que pela primeira vez na história fora dominada por forças estrangeiras – leia-se Estados Unidos. Ver aquele cenário de guerra me fez imaginar várias vezes o Rio de Janeiro também destroçado, assim como Tóquio, como seria a cidade maravilhosa, nada maravilhosa? Não quero nem imaginar… David Peace também usa uma palavra sensacional: felizardo. Quem sobrevive à guerra é um felizardo não é mesmo? Bem, lendo como as pessoas sofriam depois da guerra com a fome, pobreza e sem uma vida digna para viver me fez pensar bastante se as pessoas “depois da guerra” eram realmente felizardas.

Depois dessa pausa dramática vamos falar do final do livro. O final do livro é surpreendente: a família de Minami morre num bombardeio aéreo, ah, deixe-me abrir um parêntese: Minami tinha uma amante e, infelizmente, ele estava com ela quando o bombardeio começou e matou toda sua família. E parece que depois disso ele… Enlouqueceu! E, terminou trancado numa cela para malucos contando Calmotins (uma espécie de calmante).

Assim como aconteceu na vida real, o primeiro corpo do parque Shiba foi identificado como Midorikawa Ryuko (morta é claro por Kodaira) e o segundo corpo, tanto no livro como na realidade nunca foi identificado. Fora Ryuko, outras vítimas de Kodaira: Kondo Kazuko (22 anos), Matsuhita Yoshio (20), Abe Yoshiko (16) e suspeito de matar: Shinokawa Tatsue (17), Baba Hiroko, Ishikawa Yori e Nakamura Mitsuko. Além de Miyasaki Mitsuko, a primeira mulher morta do livro.

A seguir leia o relato real de Kodaira Yoshio:

“Os espíritos dos mortos dos meus crimes passados

Vêm me assobrar,

E, embora desesperado, passo dias

Esperando pela minha morte

Pensando na bondade que me foi concedida

Até o fim,

E que faz minhas lágrimas rolarem sem parar.

Kodaira Yoshio, 1949.

Realmente foi chocante ler como a capital do Japão foi reduzida a quase pó na Segunda Guerra Mundial, Tóquio, mesmo arrasada e derrotada, ressurge das cinzas e se torna a metrópole mais rica e populosa do mundo, título concedido até os dias de hoje. Lembrando que Tóquio ano zero faz parte da trilogia Tóquio: Tóquio ano zero, Tóquio cidade ocupada e Tóquio recuperada.

Dados do livro

Título Tóquio ano zero
Autor David Peace
Título original Tokyo year zero
Tradutor Luis Reyes Gil
Editora Planeta do Brasil
Páginas 399

Algumas Curiosidades D 2012

Algumas informações interessantes sobre o Economist’s Pocket World In Figures 2010, com base de dados em 2009.

O lugar onde os homens vivem menos é no Afeganistão, 43,4 anos. No caso das mulheres, o pior lugar é o Zimbábue, 43,8 anos.

Os japoneses são os que em média vivem por mais tempo, 86,2 anos.

As japonesas são o grupo de seres humanos que vivem, em média, por mais tempo.

Os venezuelanos é o país que mais consome cerveja, impressionantes 83 litros ao ano e por pessoa! Óbvio que isso é a média, algumas pessoas bebem, outras não, mesmo assim é um número impressionante.

Os gregos são os maiores fumantes do mundo, com uma média de 8,1 cigarros ao dia.

Turcos gastam mais tempo lanchando do que qualquer outro povo no planeta, com uma média de 162 minutos por dia comendo e bebendo.

A fama do café brasileiro no exterior não é à toa, o Brasil produz mais de 2.164.000 toneladas de café ao ano, os Estados Unidos são os que mais consomem, 2.262.000 de toneladas por ano.

O país com a maior porcentagem da população trabalhando é as Ilhas Cayman, com 67,7%, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza têm a menor porcentagem, com apenas 22,2%.

O Estado africano de Benin tem a maior participação feminina no mercado de trabalho, 53,1 por cento, a Arábia Saudita tem a menor porcentagem, com apenas 15,4% de participação feminina no trabalho.

Os canadenses são os que mais têm computadores por pessoa, 94,3 máquinas por habitante.

A Dinamarca tem a maior proporção de clientes de banda larga, 35,9 por grupo de 100 pessoas.

E os Emirados Árabes, surpreendentemente, têm 176,5 celulares por grupo de 100 pessoas!

A Islândia é o país com o maior número de jornais diários vendidos, 821 por grupo de 1000 pessoas.

Cuba é o país que mais investe na educação, com 13,3% do PIB. A Guiné Equatorial é o que menos investe com apenas 0.6% do PIB na educação.

Apenas 26,2 dos malianos são alfabetizados.

Das 15 melhores universidades do mundo ou são britânicas ou americanas. Confira isso clicando aqui.

Introdução de Espécies Exóticas

Em seus deslocamentos pelas diversas regiões da Terra, os viajantes humanos transportam, deliberadamente ou não, espécies biológicas de um local para o outro. Dessa forma, espécies nativas de uma região podem ser introduzidas em locais onde elas não existiam anteriormente. Essa introdução de espécies exóticas tem causado, em diversas regiões, desequilíbrios ambientais, afetando os ecossistemas antigos.

Problemas Causados Pelo Aguapé

O aguapé (Eichhornia crassipes) é uma planta aquática originaria da América do Sul, introduzida em diversas regiões do mundo como planta ornamental. Nos Estados Unidos, o aguapé invadiu descontroladamente o rio Mississipi e causou prejuízos à navegação. Essa planta também se espalhou pela Indonésia, pelas Filipinas, pela Austrália, além de diversas ilhas do Pacífico, Indonésia, Índia e Sri Lanka. Muitos recursos têm sido gastos na tentativa de eliminar, ou pelo menos controlar, a expansão do aguapé em diversas regiões do mundo.

 

O aguapé causou diversos problemas no rio Mississipi.

O Figo-da-índia na Austrália

Em 1839 foi introduzido, na Austrália, um único exemplar da planta cactácea Opuntia inermis, popularmente conhecida como figo-da-índia. Essa espécie é originária da América do Sul e não existia anteriormente no continente australiano.

O figo-da-índia adaptou-se tão bem às condições da Austrália que, no final do século XIX, os descendentes da primeira planta já cobriam cerca de quatro milhões de hectares da superfície do país. Em 1920, o figo-da-índia já ocupava quase 25 milhões de hectares e a tendência era ocupar 4 milhões de hectares por ano. Grandes áreas utilizáveis para criação de gado foram cobertas por essa planta, tornando-se inúteis para essa atividade produtiva.

O figo-da-índia foi considerado uma praga na Austrália

 

Os australianos fizeram várias tentativas para controlar o figo-da-índia, com pouco resultado. Finalmente, em 1925, surgiu a ideia de introduzir na Austrália a pequena mariposa Cactoblastis cactorum, cujas larvas se alimentam do figo-da-índia. O resultado foi fulminante: a população de figo-da-índia foi praticamente eliminada, tão rapidamente quanto havia proliferado.

O figo-da-índia foi fulminado na mesma rapidez em que ele foi disseminado

 

O Coelho na Austrália

O coelho-europeu, Oryctolagus cuniculus, é originário das regiões mediterrâneas. Em 1859, 24 casais dessa espécie foram levados à Austrália, onde encontraram um ambiente extremamente favorável, com comida farta e praticamente nenhum parasita ou predador que regulasse o tamanho de sua população.

O coelho europeu é originário do sul da Europa.

 

Apenas 18 anos após sua introdução, em 1877, a população de coelhos havia atingido um tamanho tão grande que os australianos promoveram uma enorme caçada. Naquela ocasião foram abatidos cerca de 20 milhões de animais, mas, mesmo assim, não se conseguiu controlar o crescimento dessa população.

Os coelhos devastaram as pastagens, deixando as ovelhas, principal atividade econômica da região, praticamente sem alimento e causando prejuízos incalculáveis à economia do país. Os australianos construíram uma gigantesca cerca que dividia grande parte do continente e cujo objetivo era impedir que os coelhos invadissem outras regiões.

Em 1950 foi deliberadamente introduzido na Austrália um vírus nativo da América do Sul e causador de uma doença de coelhos, a mixomatose. O vírus, transmitido por mosquitos sugadores de sangue, não representava perigo para as espécies nativas, visto que atacava somente coelhos e umas poucas espécies de lebres.

O coelho europeu causou tantos problemas na Austrália, que o governo de lá teve que tomar medidas radicais como caçadas e colocar um muro gigante para os coelhos não se espalharem ainda mais pelo país

 

Como a população de coelhos era enorme, o vírus disseminou-se rapidamente, causando a morte de 99% dos animais existentes. Alguns coelhos sobreviventes, no entanto, mostraram-se resistentes ao vírus, e essa condição passou a ser transmitida à descendência.

Por outro lado, o vírus originalmente introduzido era tão fatal que os coelhos infectados morriam rapidamente, antes de transmitir a doença. Com isso, os vírus mais violentos eram eliminados junto com seus hospedeiros, antes de se espalhar, enquanto linhagens menos letais, causadoras de uma forma mais branda da doença, passaram a ser beneficiadas pela seleção natural.

Assim, ao mesmo tempo que coelhos com maior resistência ao vírus  foram selecionados, também ocorreu seleção de vírus menos letais e a população de coelhos voltou a crescer descontroladamente. O problema continua até hoje e causa enormes prejuízos financeiros ao país.

Fonte: Amabis M. José, Biologia. 3ª Edição. São Paulo. 2010.