Calçada dos Gigantes

A Calçada dos Gigantes ou Clochán an Aifir or Clochán na bhFomhórach (não faço ideia de como se pronuncia isso) em Irlandês é um lugar incrível e, (infelizmente) pouco conhecido aqui no Brasil, localizado na Irlanda do Norte.

Essa é a Calçada do Gigante.

Essa é a Calçada dos Gigantes.

O local é formado por quase 40.000 colunas (na maioria das vezes hexagonais) formadas de basalto (uma rocha eruptiva formada pelo resultado da consolidação devida ao resfriamento do magma parcial ou totalmente derretido [desculpa a aulinha de petrologia, mas é só para você ter uma noção do que é um basalto]) interligadas que realmente parecem com calçadas feitas pela mão do homem.

A Calçada vista mais de perto.

A Calçada vista mais de perto.

A Calçada dos Gigantes é a maior atração da Irlanda do Norte, é um patrimônio da humanidade desde 1986 e até já foi capa de CD do Led Zeppelin.

O álbum Houses of the Holy (Casas do Sagrado) tem como cenário a Calçada dos Gigantes, em 2012 a Rolling Stones pôs esse álbum na lista dos melhores 500 álbuns de todos os tempos.

O álbum Houses of the Holy (Casas do Sagrado) tem como cenário a Calçada dos Gigantes, em 2012, a Rolling Stones pôs esse álbum na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

História

A descoberta da Calçada dos Gigantes foi anunciada ao mundo em 1693 pelo Sir Richard Bulkeley da Trinity College em Dublin. Entretanto, a descoberta foi feita, de fato, pelo Bispo Derry, que visitou o lugar em anos anteriores.

Mas como foi que essa calçada natural se formou? Bem, uma erupção vulcânica submarina expeliu grandes massas basalto, há 60 milhões de anos atrás, que foram solidificando-se e compactando-se, devido à resfriação.

Mulher caminha sobre a Calçada dos Gigantes.

Mulher caminha sobre a Calçada dos Gigantes.

Lenda

Mas qual o porquê do nome, quem são esses gigantes? A lenda é a seguinte: um guerreiro irlandês (gigante, óbvio) chamado Fionn Mac Cumhaill, construiu a calçada (que nesse caso está mais para uma ponte) para a Escócia. Outra versão diz que Benandonner, outro gigante (só que escocês), desafiou Fionn, só que Benandonner era bem maior que Fionn. Então Fionn tentou um modo de sair daquela situação, Oonagh, esposa de Fionn, veio com a brilhante ideia de disfarçar o marido de bebê (isso mesmo, bebê). Quando Benandonner chegou, Oonagh disse que Fionn teve que sair para resolver uma tarefa (fazer xilogravura) e que em breve estaria em casa, então ela lhe mostrou o seu “filho”. Quando Benandonner viu a criança ele imaginou como seria grande o seu pai e saiu destruindo a calçada/ ponte enquanto estava correndo. Mas não se sabe se o casal viveu feliz para sempre. Existem outras versões para a lenda, mas eu acho que já escrevi demais sobre esse tema.

Fauna e Flora

A Calçada é lugar de principalmente, aves como o mergulhão e pardela. Já como representantes da flora, algumas plantas incomuns como feto-marinho e a Coeloglossum viride (uma espécie de orquídea) estão na região, entre outras.

A Asplenium marinum, conhecida como feto-marinho (à esquerda) e a Coeloglossum viride conhecida como Frog Orchid (sapo orquídea) fazem parte da estranha flora da Calçada dos Gigantes.

A Asplenium marinum, conhecida como feto-marinho (à esquerda) e a Coeloglossum viride conhecida como Frog Orchid (sapo orquídea) fazem parte da estranha flora da Calçada dos Gigantes.

Veja mais algumas imagens desse capricho da natureza (clique para aumentar).

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A Calçada dos Gigantes também já serviu de cenário para um dos vídeos de Matt Harding.

A Calçada dos Gigantes também já serviu de cenário para um dos vídeos de Matt Harding.

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Jogos e Livros de 2012

Como sou praticamente feito dessas coisas vou fazer uma listinha abaixo sobre o que joguei e li esse ano. A lista está em ordem cronológica e não preferencial.

Jogos:

Todos os meus jogos são de Wii, porque, bem… Eu só tenho Wii!

  1. Super Paper Mario

Um jogo pra lá de difícil com vários enigmas e mistérios; os gráficos são bem feitos e as passagens em 3D são o máximo! Não é muito aconselhável para quem não sabe muito de inglês, embora seja ótimo para quem conhece a língua, porque no jogo há vários diálogos (óbvio, é um RPG!) em diferentes níveis de inglês, como inglês caipira e informal, inglês comum e até inglês arcaico (inglês usado em Shakespeare e na Bíblia)! Para quem pensa que jogos não são intelectuais, é melhor rever seus conceitos!

2. Super Smash Bros Brawl

Simplesmente esplêndido! Quando comprei esse jogo fiquei curioso pelo sistema de batalhas que ele usa, na maioria dos jogos “normais” de luta, a personagem só ganha quando a energia ou sangue do adversário acaba, mas aqui não! O sistema é por porcentagem, ou seja, quando batem em você, sua porcentagem aumenta e quando ela está muito alta fica fácil de matar você. Além disso, há o modo de aventura e muitas, muitas coisas para se descobrir no jogo, se eu for citar todas elas, o post não ter mais fim!

3. New Super Mario Bros Wii

Dispensa apresentações, fantástico e extremamente criativo, assim como se espera do núcleo de desenvolvimento da Nintendo para a franquia mais vendida dos videogames. Divertido e desafiador, com fases dão vontade de jogar o tempo todo e fases que fazem você perder a cabeça, ora pela dificuldade da fase em si, ora pela dificuldade de achar os benditos itens! Destaque para o final épico com Bowser na última fase do Mundo 8.

É, esse ano eu não joguei muito, mas pelo menos os títulos são ótimos e não me decepcionaram!

Livros:

Esse ano eu também não li muito (romances), por causa dos meus estudos para o ENEM e UERJ! Bem, vamos às páginas agrupadas que contam uma história, que comumente chamamos de livros.

  1. O vento nos salgueiros

É, eu sei que sou grande demais para ler esse livro, mas como nunca tinha o lido na infância, resolvi ler no começo desse ano. É um livro meio esquisito, o livro se diz infantil (e é), porém tem algumas partes, digamos, adultas! Como numa parte em que crianças bebem cerveja (!), uma luta contra doninhas e a parte mais estranha (para mim): o encontro de alguns animaizinhos com o deus Pã! Há quem diga que essa parte é a parte mais bonita da história e coisa tal, mas sei lá, colocar uma criatura meio humana e meio bode num livro infantil; e além do mais depois do encontro com o deus, os animaizinhos esquecem tudo! No geral o livro é legal, porém já li livros infantis beeeem melhores que esse.

2. A guerra das salamandras

Salamandras escondidas num local remoto da Ásia são descobertas por um capitão europeu se reproduzem e destroem a humanidade, bem esse é um resumo do livro. Parece chato, mas REALMENTE NÃO É. As salamandras são boazinhas, mas você sempre tem a impressão de quando você menos esperar elas vão e… BOOM! Querem destruir a humanidade. O livro é uma paródia da corrida armamentista (um dos motivos para a 1ª Guerra Mundial [1914-1918]) e consumo desenfreado, já que nós humanos exploramos ao máximo a pobre das salamandras para fazer trabalhos árduos, só que esquecemos (como sempre) que elas são altamente inteligentes e depois elas se voltam contra nós, um livrão! Só não gostei muito do final porque o autor quebra a quarta parede.

3.  Ratos

Sabe aquele livro que você diz: “Ah, vou levar só porque a capa é legal.” E depois você chega a sua casa lê e diz: “Poxa, até que fim ser superficial valeu a pena!”. Simplesmente um dos raros livros que já li que dei nota 10! O livro fala sobre uma ratinha chamada Shelley (que é uma rata no sentido figurado, tá legal?) que fica calada sobre tudo, as pessoas a agridem, Shelley fica quieta, as pessoas a insultam, Shelley fica quieta, as pessoas fazem qualquer coisa e… Shelley fica quieta! Com uma personalidade assim fica difícil de aceitar que essa menininha vá matar um homem! Bem é melhor eu parar por aqui se não vou falar demais (se bem que eu já falei, ou escrevi?). O final é ótimo, para determinados tipos de pessoas.

4.  O zoológico de Varsóvia

Quanto mais nós ouvimos sobre a Segunda Guerra, mais ficamos impressionados, O Zoológico de Varsóvia é quase uma espécie de Diário de Anne Frank, só que os protagonistas aqui não ficam presos num anexo secreto e sim num zoológico e não são “apenas” oito pessoas e sim 300, isso mesmo, 300 pessoas passaram pelo zoológico de Varsóvia. Uma cristã (católica) e um ateu abrigam trezentas pessoas no zoológico no qual eles administram, já que o local foi totalmente bombardeado pelos alemães, Diane Ackerman narra a história, mas com várias citações dos personagens que foram registrados por Antonina (diretora do zoológico [a cristã católica]), dessas 300 pessoas “só” duas ou três morrem, enquanto em Anne Frank eles tiveram um final bem mais trágico.

5. Nos bastidores da Nintendo

Só comprei porque sou fã da empresa e isso basta. Nesse livro, Jeff (o autor) conta com detalhes sobre uma das empresas mais queridas do mundo, desde sua fundação até seus desafios do futuro. PS: o título do livro completo é: Nos bastidores da Nintendo: o jeito Wii de reinventar negócios e transformar clientes em fãs. Título curtinho né?

6.  Deus é vermelho

Curiosidade em saber como funcionam as religiões cristãs na China, leia esse livro! Histórias comoventes e tristes, depoimentos, e principalmente: entrevistas. Na verdade, o livro todo é feito disso: entrevistas, muito interessante. Aproveite também para saber um pouquinho da história milenar da China.

7. Tóquio ano zero

8. A lebre com olhos de âmbar

9.  A culpa é das estrelas

Um romance entre uma garota com câncer e um garoto… com câncer! Bem legal, o livro tem uma narrativa que te prende e uma história um tanto incomum.

10. Um dia

Um casal se conhece no dia 15 de julho, a partir disso todos os capítulos do livro acontecem no dia 15 de julho de anos seguintes e mostra como as vidas das personagens evoluem (ou em alguns casos regridem) com o passar do tempo, simplesmente brilhante!

11. Tóquio cidade ocupada

Apesar de fazer parte da trilogia “Tóquio”, cidade ocupada é um livro totalmente independente e não precisa ser lido necessariamente após “ano zero”. Veja um pouco da história: um “oficial” de higiene entra num banco dizendo que existe um caso de tifo (doença) na região e por isso devem tomar um “remédio”, os 16 funcionários do banco bebem o tal remédio e 10 morrem na hora e mais dois no hospital, o oficial foge… Doze pessoas contam uma história diferente, um xamã, uma sobrevivente, uma vítima (que disse a história antes de morrer, óbvio), um gângster e outras pessoas malucas e sinistras. Eu não consigo achar palavras que definem como essa história é inteligente. Se você gosta da cultura japonesa esse livro é um prato cheio. Ponto negativo pelos repetitivos trechos no livro e alguns formatos de textos que são insuportáveis de ler. Achei alguns itens muito legais de pesquisar que achei no livro: Unidade 731 (pesquise se não tiver medo), crime do banco Teikoku e Sadamichi Hirasawa.

12. O diário de Anne Frank

E para fechar o ano com chave de platina (não é nem de ouro), uma história que você lê e diz: “Poxa vida, eu não acredito que ela morreu!” Annelies Marie Frank, conta seu cotidiano dentro do tedioso Anexo Secreto durante os anos que se passam na Segunda Guerra Mundial. As privações, o tédio, as brigas nada disso impediu que o Anexo Secreto fosse invadido pelos alemães em agosto de 1944, O Diário de Anne Frank traz mensagem de paz para que atrocidades como o Holocausto nunca mais apareçam nas nossas páginas de livros de história.

Português, Primo do Sânscrito

Pode não parecer, mas as línguas evoluem segundo regras quase matemáticas, que ajudam a reconstruir a história humana.

Texto Reinaldo José Lopes*

Quem repara nas mudanças imprevisíveis de sentido que uma palavra pode sofrer em poucos anos pode até imaginar que as línguas são coisas vivas. E, de fato, os idiomas humanos compartilham com animais e plantas uma das propriedades fundamentais da vida: eles evoluem. “As línguas, como as espécies, evoluem por meio de um processo de descendência com modificação”, resume Mark Pagel, pesquisador da Universidade de Reading, no Reino Unido. Ou seja: quando línguas-mães (como o latim, digamos) sofrem mudanças, elas são herdadas pelas línguas-filhas (feito o português) e passadas adiante. O legal, porém, é que esse processo não é uma bagunça – pelo contrário. As línguas tendem, pelo menos em grande parte, a mudar ao longo do tempo seguindo padrões regulares, que ajudam a reconstruir a origem delas, e a das pessoas que as falavam, até o passado remoto.

Do Atlântico Ao Índico

A maior história de sucesso que decorreu dessa sacada é a descoberta de que muitas das línguas da Europa e da Ásia – do português, no oeste, a boa parte dos idiomas da Índia e do Paquistão, no leste – descendem de um só falar pré-histórico. Esse bisavô linguístico é o proto-indo-europeu, e por isso todas as línguas descendentes dele são chamadas de indo-europeias.

A árvore genealógica do indo-europeu tem sido refinada desde o século 18 por gerações de linguistas e conta uma história curiosa. A partir de um centro original que talvez ficasse na Ucrânia e na Turquia há pelo menos 6 mil anos, o proto-indo-europeu e seus idiomas-flihos foram se ramificando. A história registra as últimas fases disso, como a transformação do latim popular no português, no francês e no italiano. Mas os linguistas aprenderam a perceber semelhança claras entre idiomas muito mais distantes entre si. O truque é usar como guia o funcionamento da boca e das pregas vocais humanas, que impõe certos limites às mudanças dos sons. Os linguistas descobriram, por exemplo, que nas línguas germânicas (o grupo do inglês e do alemão), o som de p do proto-indo-europeu muitas vezes vira f. Ora, as duas consoantes são produzidas exatamente no mesmo local (ou ponto de articulação): a diferença é que o f inclui uma espécie de sopro. (Tente pronunciar o p deixando soltar o ar entre os lábios e você verá que sai é um f.) É por isso que o latim pisces e o inglês fish são, na prática, descendentes da mesma palavra original.

Essas regras ajudaram a reconstruir outras línguas em todas as partes do mundo – das florestas africanas aos desertos do Oriente Médio. Mesmo nas épocas em que não havia escrita, as palavras deixaram um registro da nossa história.

*Reinaldo Lopes é editor da Superinteressante.

Texto originalmente publicado em: Superinteressante, Nº: 245, páginas: 20 e 21.

Algumas Curiosidades C 2012

Hoje, o Algumas Curiosidades vai falar sobre uma das maiores aglomerações urbanas do mundo, um lugar cheio de histórias e belezas urbanas e naturais, vou dar uma dica: é uma cidade e é maravilhosa.

A Cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1º de março de 1565 com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei de Portugal na época, D. Sebastião. Algum tempo antes, em 1º de Janeiro de 1502, os portugueses avistaram a Baía de Guanabara e acreditaram que ali era a foz de um grande rio, daí o nome Rio de Janeiro.

 

Quando a Família Real Portuguesa desembarcou na Baía da Guanabara, em 1808, o Rio de Janeiro contava com 500 mil habitantes, enquanto o Brasil tinha mais de três milhões (entre eles, 1 milhão de escravos) e cerca de 800 mil índios.

O Cristo Redentor, situado no bairro Alto da Boa Vista, fica no topo do morro do Corcovado a 709 metros acima do mar.

Nuvens ao redor do morro do Corcovado

 

Além de possuir o formato que lembra um rosto, a pedra da Gávea possui relevos e depressões que remetem a inscrições dos fenícios, povo que viveu na antiguidade.

A Lapa, com seus arcos – por onde passa o bondinho de Santa Teresa -, foi chamada de Montmartre Carioca, em referência ao bairro parisiense, por causa das conhecidas casas noturnas e restaurantes.

 

O bondinho do Pão de Açúcar é considerado um dos teleféricos mais seguros do mundo. Tem 100 anos e chega a transportar 2 mil pessoas por dia.

Carioca, do tupi Kari’oca, significa casa de homem branco.

Copacabana é a praia brasileira mais conhecida do mundo. Seu nome é o mesmo de uma cidade da Bolívia que – na língua Quíchua, de indígenas sul-americanos – significa mirante do azul.

O Maracanã, que é o maior estádio do Brasil, vem do tupi-guarani e significa “semelhante a um chocalho”, por causa dos pássaros que vivam ali. O Maracanã fica localizado no bairro de mesmo nome na Zona Norte.

O Maracanã é um dos maiores estádios do mundo

 

O maior museu de história natural e a maior biblioteca da América Latina ficam no Rio de Janeiro, o museu, no bairro de São Cristóvão e a biblioteca no centro.

 

A Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco é a maior biblioteca da América Latina e considerada pela Unesco a sétima biblioteca nacional do mundo

O maior museu de história natural da América Latina

 

Jacarepaguá (um bairro da zona oeste do Rio), do Tupi, significa lagoa baixa dos jacarés.

O primeiro McDonald’s do Rio de Janeiro (do Brasil e da América do Sul) foi inaugurado em 13 de fevereiro de 1979, na Rua Hilário Gouveia, 74.

A Bolsa de valores do Rio de Janeiro é a bolsa de valores mais antigas do Brasil em atividade.

 

Na Ilha de Paquetá, existe um Baobá – árvore de origem africana – apelidado de Maria Gorda, por causa de seu diâmetro avantajado. Esse é um dos raros 20 exemplares existentes no Brasil.

A tradição popular diz que o nome do bairro Realengo vem de juntar Real com a redução de engenho (Eng): “Real Eng.” Que figurava em placas do bairro e do bonde, daí Realengo foi fácil.

Não importa se você gosta de paisagens urbanas ou naturais, o Rio de Janeiro tem todos os gostos.

Fonte: McDonald’s e Wikipédia (modificados).