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Que o judaísmo tem mais ramificações que uma árvore, assim como o cristianismo, todo o mundo sabe, mas você conhece o Judaísmo Haredi? Haredi vem do hebraico e significa temente, eles também são conhecido como judeus ultraortodoxos. Eles tem costumes diferentes dos outros judeus, como as vestimentas e hábitos. Estão em alta por causa da taxa de natalidade e muitos em Israel não precisam trabalhar nem servir ao exército para se dedicar aos estudos bíblicos. Mas não vá chamando todo o mundo de Haredi, esse termo pode ser perjorativo algumas vezes. Veja algumas imagens deles:

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Haredim

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Um casamento de judeus ultraortodoxos, não há mulheres por causa da forte segregação de gênero. A cerimonia pode durar 10 horas.

Um casamento de judeus ultraortodoxos, não há mulheres por causa da forte segregação de gênero. A cerimonia pode durar 10 horas.

 

Algumas mulheres judias ultraortodoxas como Naomi Mahfud (à direita) se parecem muito mais com mulheres afegãs do que israelenses.

Algumas mulheres judias ultraortodoxas como Naomi Mahfud (à direita) se parecem muito mais com mulheres afegãs do que com mulheres israelenses.

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Um judeu ultraortodoxos e suas meninas, no Brookyn em Nova Iorque. O judaísmo ultraortodoxo tem outras ramificações, as meninas acima se vestem de uma maneira mais “moderna” do que as meninas da foto abaixo, mas todas são judias ultraortodoxas.

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A Lebre com Olhos de Âmbar

Elegante, original e brilhante.

Mas uma vez eu aviso, esse post contém spoilers, então se você está a fim de ler esse livro, não leia esse post, vá procurar outro post sem spoilers!

Você tem algum objeto que tem uma história interessante? O nome desse blog é em homenagem a um brinquedinho que eu tive (saiba mais aqui) um flamingo, mas esse brinquedo não teve nada de mais em sua história, ele foi comprado pelo meu pai em 2004 nos dias das crianças e… só!

Quantas vezes você já leu algum livro sobre a história de bonequinhos? Se a resposta foi nenhuma, bem-vindo ao grupo, isso e outras coisas fazem esse livro realmente especial, um livro que conta a trajetória dos netsuquês (pequenos objetos artesanais japoneses) e não só isso ele conta a história da família do autor além de falar sobre a primeira, segunda guerra mundial e a ocupação norte americana no Japão pós-guerra, é, esse livro é um livro completo.

O começo do livro já te surpreende com a árvore genealógica da família do autor, a família Efrussi ou Ephrussi (como é escrito normalmente durante o livro) tem suas origens em Odessa, uma cidadezinha no sul da Rússia, Charles Joachim Ephrussi, que se chamava Chaim (seu nome judaico [sim, os judeus mudavam seus nomes quando eles migravam para a Europa porque os nomes deles não eram “agradáveis aos ouvidos”]) e Belle (que se chamava Balbina) são o começo da família, mas bem longe da história dos netsuquês.

A história dos netsuquês começa com Charles, mas não esse Charles que eu acabei de mencionar acima, esse é outro Charles que é neto do primeiro Charles, sim, esse é um livro complexo e a criatividade para nomes da família Ephrussi só ajuda. Ele tinha uma amante e na época era modinha ter coisas do Japão eeee… Charles encomendou 264 miniaturas japonesas (os netsuquês) até agora eu não sei o porquê de exatamente 264, por que não 200 ou 300 ou 250? Mas deixa pra lá, continuando, ele deu esses netsuquês de presente para o casal que acabara de se casar: Viktor e Emmy (Só que… Do Charles ganhar os netsuquês até ele dar de presente ao casal, haja história, eu acho que são quase ou mais de 100 páginas até isso acontecer).

Atravessando a Primeira Guerra Mundial, a melhor (ou uma das melhores) parte do livro é quando tem o começo da Segunda Guerra Mundial, no qual a poderosa família

Ephrussi (de origem judaica) é expulsa de seu belo palácio e a família acaba se espalhando pelo mundo (México, Inglaterra, Estados Unidos etc.) e me esqueci de mencionar que, o casal Viktor e Emmy além dos três filhos, Elizabeth (avó do autor), Ignace (antigo dono dos netsuquês) e Gisela (que foi morar no México), tinham uma emprega super fiel, Anna.

Anna trabalhava desde sua adolescência (14, eu acho) para Emmy e mesmo quando esta se casou com Viktor, continuou firme, ajudou a cuidar das três crianças e quando o pessoal da SS expulsou o casal do palácio e o mesmo pessoal disse para Anna ter vergonha de trabalhar para judeus e ser proibida de trabalhar para eles; Anna simplesmente continuou no palácio e fez algo incrivelmente incrível: como os oficiais da SS estavam ocupados demais confiscando as obras de arte, móveis e outros objetos de valor do palácio, Anna foi pegando de pouquinho em pouquinho todos os netsuquês.

Quando Elizabeth voltou à mansão (depois da guerra) Anna entregou os netsuquês para ela. Depois disso, Elizabeth mostrou ao seu irmão Ignace os netsuquês e, este pareceu ter tido um surto de nostalgia (já que ele e as duas irmãs brincavam com os netsuquês na infância) e decidiu participar da ocupação norte-americana no Japão, dizendo que iria devolver os netsuquês de volta ao país de origem.

Ignace morreu e os netuquês ganharam um novo dono e novo lar, agora as centenas de mini esculturas foram para as mãos de Edmund de Waal e em vez de ficarem no Japão, foram para a Inglaterra e… Fim!

A lebre com olhos de âmbar não tem lá as melhores qualificações para atrair leitores (uma história de bonequinhos japoneses), mas Edmund me surpreendeu, mostrando que aqueles netsuquês tiveram uma história fantástica, assim como sua família, A lebre com olhos de âmbar é um livro que dá vontade de dá de presente para todo o mundo.

Dados do livro

Título A lebre com olhos de âmbar
Autor Edmund de Waal
Título original The hare with amber eyes
Tradutor Alexandre Barbosa
Editora Intríseca
Páginas 318

Um Pequeno Poema Judeu

Que você tenha mil casas

com mil quartos em cada casa

e mil camas em cada quarto.

E que durma toda noite 

numa cama diferente, num quarto diferente,

numa casa diferente, e levante toda manhã

e desça uma escada diferente,

e entre num carro diferente,

dirigido por um chofer diferente, 

que o leve a um médico diferente

– e que ele também não saiba qual é o seu problema!

 

Originalmente publicado em: Ackerman, Diane. O zoológico de Varsóvia, editora Nova Fronteira, pg. 177.

Outros Anos Novos

Algumas datas para um ano novo.

1º de janeiro, esse nós comemoramos. É o dia mundial da paz, a data foi instituída pelo Papa Paulo VI no ano de 1967. Nesse dia, os cristãos comemoram a chegada do ano novo.

A grande maioria, se não forem todos os ocidentais comemoram o ano de 2012, na europa, áfrica, partes da ásia, oceania, américas etc.

 23 de janeiro é um outro ano novo, só que para os chineses. É um calendário fundamentado nos movimentos da lua, na China, eles festejam a entrada do ano do dragão.

Os chineses só comemoram o seu ano novo no dia 23

 

17 de setembro é o ano novo para os judeus. Eles comemoram o Rosh Hashaná e a chegada de 5773, a contagem é feita a partir da criação do mundo, ou seja, enquanto para nós o ano é 2012, para eles é 5773!

Para os judeus, o ano novo começa em setembro, como muitos deles não acreditam em Jesus, a contagem do ano é feita a partir da criação do mundo e não em antes ou depois de Cristo

 

15 de novembro é a data celebrada no mundo islâmico, a data celebra o ano de 1434. Diferentemente dos judeus, os islâmicos contam o tempo a partir de Hégira, a fuga de Maomé para a cidade de Medina.

Dia 15 de novembro é dia de desejar feliz ano novo para os islâmicos

 

Viu só, não é só porque para nós o ano é 2012 é que todo mundo vai comemorar esse ano, para um judeu você deve desejar um feliz 5773 e para um islâmico um feliz 1434!

 

Texto originalmente publicado e adaptado de Almanaque Saraiva, dez 2011, pág. 55.