A Lebre com Olhos de Âmbar

Elegante, original e brilhante.

Mas uma vez eu aviso, esse post contém spoilers, então se você está a fim de ler esse livro, não leia esse post, vá procurar outro post sem spoilers!

Você tem algum objeto que tem uma história interessante? O nome desse blog é em homenagem a um brinquedinho que eu tive (saiba mais aqui) um flamingo, mas esse brinquedo não teve nada de mais em sua história, ele foi comprado pelo meu pai em 2004 nos dias das crianças e… só!

Quantas vezes você já leu algum livro sobre a história de bonequinhos? Se a resposta foi nenhuma, bem-vindo ao grupo, isso e outras coisas fazem esse livro realmente especial, um livro que conta a trajetória dos netsuquês (pequenos objetos artesanais japoneses) e não só isso ele conta a história da família do autor além de falar sobre a primeira, segunda guerra mundial e a ocupação norte americana no Japão pós-guerra, é, esse livro é um livro completo.

O começo do livro já te surpreende com a árvore genealógica da família do autor, a família Efrussi ou Ephrussi (como é escrito normalmente durante o livro) tem suas origens em Odessa, uma cidadezinha no sul da Rússia, Charles Joachim Ephrussi, que se chamava Chaim (seu nome judaico [sim, os judeus mudavam seus nomes quando eles migravam para a Europa porque os nomes deles não eram “agradáveis aos ouvidos”]) e Belle (que se chamava Balbina) são o começo da família, mas bem longe da história dos netsuquês.

A história dos netsuquês começa com Charles, mas não esse Charles que eu acabei de mencionar acima, esse é outro Charles que é neto do primeiro Charles, sim, esse é um livro complexo e a criatividade para nomes da família Ephrussi só ajuda. Ele tinha uma amante e na época era modinha ter coisas do Japão eeee… Charles encomendou 264 miniaturas japonesas (os netsuquês) até agora eu não sei o porquê de exatamente 264, por que não 200 ou 300 ou 250? Mas deixa pra lá, continuando, ele deu esses netsuquês de presente para o casal que acabara de se casar: Viktor e Emmy (Só que… Do Charles ganhar os netsuquês até ele dar de presente ao casal, haja história, eu acho que são quase ou mais de 100 páginas até isso acontecer).

Atravessando a Primeira Guerra Mundial, a melhor (ou uma das melhores) parte do livro é quando tem o começo da Segunda Guerra Mundial, no qual a poderosa família

Ephrussi (de origem judaica) é expulsa de seu belo palácio e a família acaba se espalhando pelo mundo (México, Inglaterra, Estados Unidos etc.) e me esqueci de mencionar que, o casal Viktor e Emmy além dos três filhos, Elizabeth (avó do autor), Ignace (antigo dono dos netsuquês) e Gisela (que foi morar no México), tinham uma emprega super fiel, Anna.

Anna trabalhava desde sua adolescência (14, eu acho) para Emmy e mesmo quando esta se casou com Viktor, continuou firme, ajudou a cuidar das três crianças e quando o pessoal da SS expulsou o casal do palácio e o mesmo pessoal disse para Anna ter vergonha de trabalhar para judeus e ser proibida de trabalhar para eles; Anna simplesmente continuou no palácio e fez algo incrivelmente incrível: como os oficiais da SS estavam ocupados demais confiscando as obras de arte, móveis e outros objetos de valor do palácio, Anna foi pegando de pouquinho em pouquinho todos os netsuquês.

Quando Elizabeth voltou à mansão (depois da guerra) Anna entregou os netsuquês para ela. Depois disso, Elizabeth mostrou ao seu irmão Ignace os netsuquês e, este pareceu ter tido um surto de nostalgia (já que ele e as duas irmãs brincavam com os netsuquês na infância) e decidiu participar da ocupação norte-americana no Japão, dizendo que iria devolver os netsuquês de volta ao país de origem.

Ignace morreu e os netuquês ganharam um novo dono e novo lar, agora as centenas de mini esculturas foram para as mãos de Edmund de Waal e em vez de ficarem no Japão, foram para a Inglaterra e… Fim!

A lebre com olhos de âmbar não tem lá as melhores qualificações para atrair leitores (uma história de bonequinhos japoneses), mas Edmund me surpreendeu, mostrando que aqueles netsuquês tiveram uma história fantástica, assim como sua família, A lebre com olhos de âmbar é um livro que dá vontade de dá de presente para todo o mundo.

Dados do livro

Título A lebre com olhos de âmbar
Autor Edmund de Waal
Título original The hare with amber eyes
Tradutor Alexandre Barbosa
Editora Intríseca
Páginas 318

Os gatos

Se você vir um gato com olhar metálico, fuja!

Os gatos foi um livro escrito pela autora francesa Marie-Hélène Delval, simplesmente um dos melhores livros que já li, a narração, o mistério, a criatividade, tudo foi excelentemente narrado pela autora.

Para aqueles que gostam de livros curtos, Os gatos é uma boa pedida, o livro não passa de 115 páginas, possui 13,5 de largura e 20,5 de comprimento, as letras são grandes e há mais de um centímetro de margem em cada folha. O livro contém cerca de 26 capítulos, contando com uma espécie de diário que Dado escreve. Mas cheguei a esse número contando capítulo por capítulo, pois no livro não há um sumário e no capítulo não a título, muito menos um número, em lugar disso a um imenso vazio.

Bem, a história começa com Tião (Sebastião), um garoto filho de pais órfãos, que conhece Dado (Damasceno) que o adota como avô, os dois têm um belo relacionamento. Tião está de férias, mas seus pais estão com dificuldades financeira e não podem leva-lo a praia ou acampar, mas Tião não se entristece, ele prefere ficar com Dado a ir a praia ou acampar.

Dado por outro lado se sente solitário (sua mulher e filha morreram fazia tempo), e se alegra sabendo que Tião virá todos os dias do verão em sua casa. Chegando lá, Tião observa um gato preto com um olhar metálico. Tião tem pressentimentos ruins contra o gato, mas não dá tanta importância, pois é um simples gato.

No dia seguinte Tião vai até a casa de Dado de bicicleta, mas a para repentinamente, no chão ele vê um pombo degolado, mas parece que só chuparam seu sangue, sem comer sua carne, Tião fica intrigado com aquilo achando que foi o gato. Quando chega lá, Tião vê dois gatos! No dia seguinte uma galinha morta é encontrada no galinheiro de Dado, ela estava com os mesmos sinais do pombo: degolada e parecia que só haviam chapado seu sangue. E no mesmo dia da galinha morta estavam três gatos.

O que era um pressentimento, agora era uma realidade. Nas noites seguintes, um coelho foi degolado, era um gigante de Flandres, um macho gordo marrom, Dado olhou para sua casa, agora eram quatro, Tião já sabia. Nos dias seguintes uma ovelha foi degolada, Tião pergunta a Dado quantos eram de manhã, Dado reconhece e diz que eram cinco!

Dado descobre o mistério dos gatos, na verdade eles são demônios, eles bebem o sangue de suas vítimas e se multiplicam. O plano é o seguinte: o sexto gato vem junto com os outros, bebem o sangue de Dado ou Tião chamam o sétimo gato e reencarnam um demônio. Mas felizmente Dado tem uma solução, um ritual para destruir de uma vez por todas os gatos e o demônio. Mas ele terá que dar sua vida.

Tião adoece, era o que Dado esperava, os gatos rodeiam a casa de Dado, ele sabe que eles irão chupar seu sangue para reencarnar o demônio de Astaroth, Dado começa a fazer o ritual sua casa pega fogo e ele e os seis gatos morrem.

Tião, como esperado, se entristece por completo, mas uma sensação de alegria e tristeza lhe toma a alma, sua mãe está grávida de um irmãozinho, ou irmãzinha (por isso a razão da dificuldade financeira). Tião se alegra, mas por outro lado, Dado nunca mais estará ao seu lado.

Os gatos foi um livro fora de série que li, o mistério dos gatos, a narrativa do lugar foram incríveis, realmente daria de presente para qualquer pessoa, menos aquelas que têm medo de histórias de demônio, apesar de que essa parte aparece somente no final do livro.

Ficha do Livro

Título Os gatos
Autor Marie-Hélène Delval
Tradução Danielle Goldstein
Título Original Les chats
Editora Melhoramentos

Dizendo Algumas Frases em Inglês B

Mais frases e dicas para você ficar de bem com o seu inglês.

Essa á a segunda parte de uma série de frases que aprendi no livro Liberte seu inglês dos autores Aysha Hijo Capano, Moriaki Hijo e Neusa M. Cassoni Hijo, caso não tenha visto a primeira parte acesse aqui.

Frases com there is

There is é um verbo que os alunos aprendem logo no início, porém o usam pouco, mas na maioria das frases em inglês ele é usado. Vamos aos exemplos:

Is there water? – Tem água?

Is there class today? – Tem aula hoje?

Is there any message for me? – Tem alguma mensagem pra mim?

Eu estudo inglês há anos, mas não sabia que se formava uma frase dessas com esse verbo. Vamos para outra expressão.

I don’t know him from Adam. –Nunca o vi mais gordo.

Punch lines – Frases de efeito.

How interesting – Que interessante.

Falando no diabo. – Speaking of the devil.

Sobre essa última sentença, veja um caso curioso que o livro nos conta:

“Veja o que aconteceu com um guia de turismo. Um dia, no Vaticano, falando com turistas entusiasticamente sobre o Papa, de repente ele vê o Papa e, tomado de surpresa, diz: ‘olha gente, falando no diabo, veja quem vem vindo…’ Perdeu sua licença para trabalhar no Vaticano.”

Em vez de dizer isso ele poderia ter dito: by the way (à proposito, falando nisso).

Vários sentidos de just

Você já deve ter ouvido falar na palavra just e já deve ter percebido que ela é usada em vários e diferentes momentos, vamos ver alguns deles.

  1. Just no sentido de “faça só isso”.

Just close the door. (Só fecha a porta).

Just do this. (Só faça isso.)

  1. Just no sentido de “é fácil”.

Just across the street. ([é fácil] é só atravessar a rua)

Just pour water. ([é fácil] é só despejar água)

  1. Just no sentido de “acabou de fazer alguma coisa”.

I’ve just heard. (Acabei de ouvir)

She has just left. (Ela acabou de sair)

  1. Just no sentido de “justo” igual a palavra fair.

He’s a just (fair) man. (Ele é um homem justo)

That is not just (fair). (Isso não é justo)

I wonder – Eu quero saber

Onde estão minhas chaves? (é uma pergunta que faço o tempo todo quando estou prestes a sair), se eu fosse um americano eu diria: Where are my keys? Mas eu também poderia dizer: I wonder where my keys. É realmente uma afirmativa, é como se eu falasse: eu quero saber onde estão minhas chaves, ou eu me pergunto onde estão minhas chaves.

I wonder if… – Eu quero saber se…

What are you wondering about? –  No que você está pensando?

I’m wondering if it’s going to rain or not. – Eu quero saber se vai chover ou não.

Piadinha sem sal usando wonder:

A guy in the restaurant: “I wonder if you serve crabs here”.

Waiter: “We serve anyone, sit down. What do you want to eat?”

Traduzindo:

Um cara no restaurante: “Eu quero saber se você serve caranguejos aqui”.

Garçom: “Nós servimos a qualquer um, sente-se. O que você quer comer?”

I appreciate it – Eu fico agradecido

Nada mais é do que um tipo de agradecimento. Geralmente vem com o thank you.

Thank you, I appreciate it. – Obrigado, (eu) fico agradecido.

I’d appreciate if you helped me. – Eu agradeceria se você me ajudasse.

Você também pode usar “I appreciate that” (sempre it ou that, nunca a pessoa).

To try to figure out – Tentar entender (descobrir)

I can’t figure out. – Eu não consigo entender.

That’s what I’m trying to figure out. – É isso que estou tentando descobrir.

Como os desenhos dizem: “isso tudo pessoal!” (that’s all folks!), thank you to read my post, I appreciate.