Jogos e Livros de 2012

Como sou praticamente feito dessas coisas vou fazer uma listinha abaixo sobre o que joguei e li esse ano. A lista está em ordem cronológica e não preferencial.

Jogos:

Todos os meus jogos são de Wii, porque, bem… Eu só tenho Wii!

  1. Super Paper Mario

Um jogo pra lá de difícil com vários enigmas e mistérios; os gráficos são bem feitos e as passagens em 3D são o máximo! Não é muito aconselhável para quem não sabe muito de inglês, embora seja ótimo para quem conhece a língua, porque no jogo há vários diálogos (óbvio, é um RPG!) em diferentes níveis de inglês, como inglês caipira e informal, inglês comum e até inglês arcaico (inglês usado em Shakespeare e na Bíblia)! Para quem pensa que jogos não são intelectuais, é melhor rever seus conceitos!

2. Super Smash Bros Brawl

Simplesmente esplêndido! Quando comprei esse jogo fiquei curioso pelo sistema de batalhas que ele usa, na maioria dos jogos “normais” de luta, a personagem só ganha quando a energia ou sangue do adversário acaba, mas aqui não! O sistema é por porcentagem, ou seja, quando batem em você, sua porcentagem aumenta e quando ela está muito alta fica fácil de matar você. Além disso, há o modo de aventura e muitas, muitas coisas para se descobrir no jogo, se eu for citar todas elas, o post não ter mais fim!

3. New Super Mario Bros Wii

Dispensa apresentações, fantástico e extremamente criativo, assim como se espera do núcleo de desenvolvimento da Nintendo para a franquia mais vendida dos videogames. Divertido e desafiador, com fases dão vontade de jogar o tempo todo e fases que fazem você perder a cabeça, ora pela dificuldade da fase em si, ora pela dificuldade de achar os benditos itens! Destaque para o final épico com Bowser na última fase do Mundo 8.

É, esse ano eu não joguei muito, mas pelo menos os títulos são ótimos e não me decepcionaram!

Livros:

Esse ano eu também não li muito (romances), por causa dos meus estudos para o ENEM e UERJ! Bem, vamos às páginas agrupadas que contam uma história, que comumente chamamos de livros.

  1. O vento nos salgueiros

É, eu sei que sou grande demais para ler esse livro, mas como nunca tinha o lido na infância, resolvi ler no começo desse ano. É um livro meio esquisito, o livro se diz infantil (e é), porém tem algumas partes, digamos, adultas! Como numa parte em que crianças bebem cerveja (!), uma luta contra doninhas e a parte mais estranha (para mim): o encontro de alguns animaizinhos com o deus Pã! Há quem diga que essa parte é a parte mais bonita da história e coisa tal, mas sei lá, colocar uma criatura meio humana e meio bode num livro infantil; e além do mais depois do encontro com o deus, os animaizinhos esquecem tudo! No geral o livro é legal, porém já li livros infantis beeeem melhores que esse.

2. A guerra das salamandras

Salamandras escondidas num local remoto da Ásia são descobertas por um capitão europeu se reproduzem e destroem a humanidade, bem esse é um resumo do livro. Parece chato, mas REALMENTE NÃO É. As salamandras são boazinhas, mas você sempre tem a impressão de quando você menos esperar elas vão e… BOOM! Querem destruir a humanidade. O livro é uma paródia da corrida armamentista (um dos motivos para a 1ª Guerra Mundial [1914-1918]) e consumo desenfreado, já que nós humanos exploramos ao máximo a pobre das salamandras para fazer trabalhos árduos, só que esquecemos (como sempre) que elas são altamente inteligentes e depois elas se voltam contra nós, um livrão! Só não gostei muito do final porque o autor quebra a quarta parede.

3.  Ratos

Sabe aquele livro que você diz: “Ah, vou levar só porque a capa é legal.” E depois você chega a sua casa lê e diz: “Poxa, até que fim ser superficial valeu a pena!”. Simplesmente um dos raros livros que já li que dei nota 10! O livro fala sobre uma ratinha chamada Shelley (que é uma rata no sentido figurado, tá legal?) que fica calada sobre tudo, as pessoas a agridem, Shelley fica quieta, as pessoas a insultam, Shelley fica quieta, as pessoas fazem qualquer coisa e… Shelley fica quieta! Com uma personalidade assim fica difícil de aceitar que essa menininha vá matar um homem! Bem é melhor eu parar por aqui se não vou falar demais (se bem que eu já falei, ou escrevi?). O final é ótimo, para determinados tipos de pessoas.

4.  O zoológico de Varsóvia

Quanto mais nós ouvimos sobre a Segunda Guerra, mais ficamos impressionados, O Zoológico de Varsóvia é quase uma espécie de Diário de Anne Frank, só que os protagonistas aqui não ficam presos num anexo secreto e sim num zoológico e não são “apenas” oito pessoas e sim 300, isso mesmo, 300 pessoas passaram pelo zoológico de Varsóvia. Uma cristã (católica) e um ateu abrigam trezentas pessoas no zoológico no qual eles administram, já que o local foi totalmente bombardeado pelos alemães, Diane Ackerman narra a história, mas com várias citações dos personagens que foram registrados por Antonina (diretora do zoológico [a cristã católica]), dessas 300 pessoas “só” duas ou três morrem, enquanto em Anne Frank eles tiveram um final bem mais trágico.

5. Nos bastidores da Nintendo

Só comprei porque sou fã da empresa e isso basta. Nesse livro, Jeff (o autor) conta com detalhes sobre uma das empresas mais queridas do mundo, desde sua fundação até seus desafios do futuro. PS: o título do livro completo é: Nos bastidores da Nintendo: o jeito Wii de reinventar negócios e transformar clientes em fãs. Título curtinho né?

6.  Deus é vermelho

Curiosidade em saber como funcionam as religiões cristãs na China, leia esse livro! Histórias comoventes e tristes, depoimentos, e principalmente: entrevistas. Na verdade, o livro todo é feito disso: entrevistas, muito interessante. Aproveite também para saber um pouquinho da história milenar da China.

7. Tóquio ano zero

8. A lebre com olhos de âmbar

9.  A culpa é das estrelas

Um romance entre uma garota com câncer e um garoto… com câncer! Bem legal, o livro tem uma narrativa que te prende e uma história um tanto incomum.

10. Um dia

Um casal se conhece no dia 15 de julho, a partir disso todos os capítulos do livro acontecem no dia 15 de julho de anos seguintes e mostra como as vidas das personagens evoluem (ou em alguns casos regridem) com o passar do tempo, simplesmente brilhante!

11. Tóquio cidade ocupada

Apesar de fazer parte da trilogia “Tóquio”, cidade ocupada é um livro totalmente independente e não precisa ser lido necessariamente após “ano zero”. Veja um pouco da história: um “oficial” de higiene entra num banco dizendo que existe um caso de tifo (doença) na região e por isso devem tomar um “remédio”, os 16 funcionários do banco bebem o tal remédio e 10 morrem na hora e mais dois no hospital, o oficial foge… Doze pessoas contam uma história diferente, um xamã, uma sobrevivente, uma vítima (que disse a história antes de morrer, óbvio), um gângster e outras pessoas malucas e sinistras. Eu não consigo achar palavras que definem como essa história é inteligente. Se você gosta da cultura japonesa esse livro é um prato cheio. Ponto negativo pelos repetitivos trechos no livro e alguns formatos de textos que são insuportáveis de ler. Achei alguns itens muito legais de pesquisar que achei no livro: Unidade 731 (pesquise se não tiver medo), crime do banco Teikoku e Sadamichi Hirasawa.

12. O diário de Anne Frank

E para fechar o ano com chave de platina (não é nem de ouro), uma história que você lê e diz: “Poxa vida, eu não acredito que ela morreu!” Annelies Marie Frank, conta seu cotidiano dentro do tedioso Anexo Secreto durante os anos que se passam na Segunda Guerra Mundial. As privações, o tédio, as brigas nada disso impediu que o Anexo Secreto fosse invadido pelos alemães em agosto de 1944, O Diário de Anne Frank traz mensagem de paz para que atrocidades como o Holocausto nunca mais apareçam nas nossas páginas de livros de história.

Em contradição

Orioto usa elementos de realismo para acentuar a fantasia presente nos games

Mikäel Aguirre, ou Orioto se preferir

Mikäel Aguirre, ou Orioto se preferir

Flávio Croffi

Mikäel Aguirre, mais conhecido como Orioto, é um cara de poucas palavras. Nascido e criado em Paris, na França, sempre adorou a arte feita em computador.

“Lembro de tentar [sic] usar um software em um Mac nos anos 1990. Mas comecei a trabalhar com isso apenas depois que me formei, quando tinha uns 20 anos”, disse. “Nunca estudei aquilo. Sempre me diverti muito com arte digital. E de forma extensiva.”

Para criar o desenho que faz parte do GameArt desta edição, o rapaz basicamente mergulhou fundo em suas memórias de infância. “Mais do que qualquer outra coisa”, afirma. Apesar de preferir os jogos antigos, tem todos os consoles atuais.

Aguirre não tem um herói favorito. Porém, gosta dos personagens de Final Fantasy VI, título que o “tocou emocionalmente”. Neste caso, sua preferência fica para Cyan, que conta com uma história excelente. Em sua galeria online, porém, há diversas telas inspiradas em jogos. Entre eles, muitos clássicos da Nintendo, como Super Mario Bros. e Bomberman, da Hudson. Mas há também trabalhos inspirados em Pac-Man, Sonic e Alex Kidd.

Para criar suas artes, Orioto usa algum tipo de inspiração real para transformar os visuais colorido dos games em algo mais puxado para a realidade. Tudo isso feito com uma pequena mesa de desenho para computador e softwares de edição de imagem.

Quem se interessar, pode comprar algum dos seus pôsteres no site http://orioto.devianart.com/.

Confira aqui embaixo alguns dos trabalhos de Orioto.

Mais uma imagem com alusão à uma fase do Super Mario World

Uma imagem com alusão a uma fase do Super Mario World

"Um retrato" mais realista de uma das fases do Super Mario World

Mais “um retrato” mais realista de uma das fases do Super Mario World

Os saudáveis Ice Climbers.

Os saudáveis Ice Climbers.

Texto originalmente publicado em Nintendo World, nº 162.

An Image A 2012

AVISO: as imagens a seguir não fazem o menor sentido.

Esse é um dos pontos mais movimentados de Tóquio.

Neo zelandeses comemorando nas Olimpíadas de Londres

Bola na frente do croata, também em Londres

 

Foto dos melhores tenistas do mundo em Melbourne, Austrália.

Android comendo um Macbook

 

 

Essa imagem veio no meu MP4

 

 

A tão elegante e poderosa Nova Iorque, não tão elegante e poderosa assim nessa imagem, foto tirada na Little Italy em 1900.

 

 

Mario numa versão 3D, só que ao mesmo tempo antiga.

 

Sem palavras para descrever essa imagem.

 

E para fechar, uma bela imagem da lua brilhando, imponentemente no céu negro (bem poético esse final, né?).

O que aconteceu em 2011?

28 de setembro, foi essa a data que criei esse blogue, não pensei que fosse dar certo, mas nesses meses que se seguiram fiquei feliz com o desempenho do meu blogue. Quais são meus posts favortios? Bem são esses:

10º Lugar: Qualidade nas cidades 2011 

Mais um post na minha tradicional categoria de listas é bem interessante, nessa lista feita pela consultoria Mercer, as melhores e piores cidades do mundo estão listadas, além das cidades da América Latina.

9º Lugar: Samsung brinca com a Apple

Criatividade é uma marcas dessas duas marcas importantes, nesse vídeo (que é uma propaganda), a Samsung dá a entender que o novo Galaxy S II é melhor do que o famoso iPhone, da Apple, vale a pena conferir.

8º Lugar: Tradição e Modernidade: As Duas Faces da Sociedade Japonesa

Sempre fui fascinado por outras culturas e, as orientais, claro, não ficam de fora. Nesse pequeno texto, conseguimos aprender um pouco mais sobre o melhor país da Ásia, o Japão.

7º Lugar: Super Mario World

O jogo da Nintendo mais famoso aqui no Brasil, também é um dos meus favoritos, reescrevi esse grande texto da Revista Nintendo World sobre esse jogo fantástico que foi produzido por pouquíssimas pessoas.

6º Lugar: Chuva de Animais

Fazendo uma pesquisa sem a menor intenção de ver isso, acabei me intrigando com esse fenômeno que tem explicação científica, mas mesmo assim é fantástico.

5º Lugar: Dizendo Algumas Frases em Inglês A 

Cansado de ficar no inglês certinho, sem gírias e sem sal? Essa série que estou escrevendo com base no livro “Liberte seu inglês” é perfeita para você!

4º Lugar: O Evento Tunguska

O maior impacto do planeta Terra com um corpo celeste não teve contato! Isso mesmo, é um evento meio complexo, mas lido com atenção é de fácil entendimento.

3º Lugar: O Tigre Acompanha A Raposa

O primeiro post do blog, é de origem oriental e como toda fábula oriental, tem uma moral de história bem interessante.

2º Lugar: Caninos Brancos

Um lobo que se torna um cão aos poucos e que sofre e sofre muito, essa é a história de Caninos Brancos.

1º Lugar: Algumas Curiosidades A

O post mais acessado do blog e o primeiro da série “Algumas Curiosidades” fala sobre flores, velocidade da luz e amor! Além disso as imagens mais acessadas também são desse post e são essas aí:

Um dos termos mais usados para se chegar no meu blog é acredite se quiser: “homem branco e mulher negra”! É, as pessoas pesquisam muito mais sobre etnias do que nós imaginamos.

Entre Raízes de Família e dos Games

Artista recria personagem da série Zelda com seu traço característico: a simpatia

Flávio Croffi

Eddie Goméz, 30 anos, é um cara que tem um jeito peculiar de desenhar: usa traços fortes. E estes “rabiscos”, como ele mesmo define, são o resultado de anos e mais anos de prática (e tem também um pouco de carga genética), que o fizeram desenvolver cada vez mais o seu trabalho. Vindo de uma família de desenhistas, já que o pai, o irmão, o primo tatuador e até o avô tinham um grande apreço pelos desenhos, sua maior inspiração vem justamente das raízes familiares.

Morador da cidade de São Paulo desde que nasceu, Eddie “rabisca” desde bem pequeno, mas começou a ganhar dinheiro com isso aos 17 anos. Em 2011, ele comemorou seis anos de trabalho no mercado da moda, desenhando para grifes famosas entre os jovens, com marcas de surfe e de skate.

Para chegar onde está, e finalmente ”conseguir sobreviver” com a arte que produz, o rapaz passou por uma pancada de empregos, que vão desde lanchonetes, lojas de shopping e até bancos e nem sempre ganhava dinheiro com as ilustrações que fazia.

Eddie nunca foi um jogador aficionado ou hardcore, mas joga desde criança. Hoje ele tem um console de última geração e, com muito custo, revela quais são os personagens que mais admira.

“Não sei se tenho um favorito, assim como não tenho um artista ou banda que coloco acima dos outros… Mas gosto do Dante da série Devil May Cry. Acho um personagem muito bem construído. E definitivamente da Mai Shiranui, dos games de luta da SNK [Fatal Fury e The king of Fighters]”.

Em relação aos personagens da própria Big N, o artista revela que tem uma afinidade maior com Link, pois gosta mais do personagem do que da própria Zelda. “Acho ele, junto com Samus, o personagem mais bacana da Nintendo”, diz.

Para criar suas artes, Eddie usa papel, lápis, nanquim, pincel e, de vez em quando, o programa Adobe Photoshop para colorir. Para ver outros trabalhos do paulistano, visite o portfólio dele em www.designup .com.br/pro/eddiegomez ou o blog ilustradorordinario.blogspot.com.

Esse é o Eddie

 

Texto originalmente publicado em: Nintendo World, nº 151, pág. 96.

Professor Layton and the Last Specter

Game mostra primeira missão de Layton e do garoto Luke

Ricardo Syosi

É muito difícil para uma franquia de sucesso de manter no topo após três games de alta qualidade, mas com pouca inovação.

As aventuras de Hershel Layton chegam ao seu quarto capítulo com a mesma forma de seus antecessores: muitos puzzles, uma história emocionante e uma qualidade impecável. É raro ver games assim, mas quando vemos, tudo o que podemos fazer é aplaudir de pé.

Você sabe o que é uma prequência? A melhor definição possível: é um novo título de uma franquia, mas que precede os anteriores.

The Last Specter narra o primeiro grande caso do nosso querido “gentleman” inglês, no qual ele conhece seu futuro assistente Luke e, com a ajuda de Emmy, tenta salvar a pequena cidade de Misthallery de um gigante espectro. Este é o pano de fundo para fazermos o que há de melhor nas histórias de Layton e companhia: resolver desafios de lógica que exigem criatividade , um bom nível matemático, flexibilidade e muita paciência.

São mais de 150 puzzles para passarmos horas pensando. Além de tudo isso, há vários minigames, como o de encontrar ratinhos ou brincar com um trenzinho. Jogar um ou outro entre os quebra-cabeças da história principal serve não apenas como uma distração, mas também como um desafio à parte.

Fora essas ótimas opções, há o incrível RPG London Life, no qual você tem mais de 100 horas de gameplay ligado aos personagens mais conhecidos da série. Este é um game dentro do game que vale cada minuto e centavo gastos.

A grande sacada da série é que foi feita para DS. Não é um port como vimos em litros por aí, não é um remake. É um game que parece que só poderia funcionar no portátil da Nintendo (e futuramente, na minha opinião, no Wii U). A tela de toque é essencial para interagir com os puzzles, e é muito bacana ser obrigado, de vez em quando, a deixar o DS de ponta cabeça ou distanciá-lo de nossos olhos para entender certos enigmas.

O sistema de tentativa de erro e acerto continua, mesmo sendo algo relativo, já que há jogadores por aí que preferem aceitar seus erros e continuar na história pelo mesmo caminho. O gameplay não possui novidades, mas nada disso afeta a qualidade enigmática do título. Baixar puzzles pelo Wi-Fi Connection só aumenta a longevidade dele.

A Level 5 fez o que poucas empresas conseguiram nos últimos anos: criar um título inovador, que se tornou auto-suficiente e emblemático. São mais de 12 milhões de unidades vendidas ao redor do mundo. Professor Layton And The Last Specter é o ápice da franquia, pois contém tudo o que os seus antecessores possuem, mas vai além com dezenas de extras, um RPG de 100 horas e responde às dúvidas de muitos fãs sobre o relacionamento de Layton com outros personagens. Compra certa! É algo para deixarmos em nossa prateleira para aplaudirmos por muito tempo.

 

Ficha do jogo

Plataforma Nintendo DS
Produção Nintendo
Desenvolvimento Level 5
Gênero Puzzle
Jogador 1
Conectividade Nintendo Wi-Fi Connection
Nota 9.0

Texto originalmente publicado em: Nintendo World, nº 151, pág. 58.

Super Mario World

Ao falar em Mario, os jogadores mais velhos certamente se lembrarão de um game: Super Mario World. Quantos de nós não passaram a infância pulando em cima de Goombas, engolindo frutinhas com o Yoshi e xingando todos os parentes do Miyamoto tentando passar de fase Tubular? É, SMW é um game que traz excelentes memórias. Então, nada melhor do que aproveitar o clima dos 25 anos do bigodudo e tirar as memórias da caixola sobre este clássico do SNES.

O Inicio de Uma Guerra

Quando zeramos um game e passam os créditos, vemos os nomes de dezenas de pessoas. Criar um game demanda o trabalho de muita gente, certo? Não com Super Mario World: apenas dezesseis pessoas estiveram envolvidas com o projeto, que levou três anos para ser concluído. E Miyamoto ainda disse que achava que o game estava incompleto e que seu desenvolvimento foi apressado!

A Nintendo, no entanto, estava preocupada. A Sega já havia lançado seu console de 16-bit, o Mega Drive, há dois anos, e já tinha seu mascote: Sonic. E seus jogos vendiam bastante. A Big N estava começando a perder terreno na guerra de consoles. Mas saiu bem a tempo.

E, para a alegria dos fãs da Nintendo, venderia duas vezes mais do que os dois primeiros games de Sonic juntos: ao todo, foram 20 milhões de cópias, tornando-o o game mais vendido do console! Também, olha só quem estava nessa equipe: a direção ficou a cargo de Takashi Tezuka e a produção ficou com o mestre Shigeru Miyamoto. Shigefumi Hino, o pai do Yoshi, foi o design gráfico. E a música ficou a cargo de ninguém menos que Koji Kondo.

O Game

Após salvar o Mushroom Kingdom, Mario e Luigi decidiram que precisavam de um descanso. Os irmãos vão com Peach até Dinosaur Land. Mas, enquanto os encanadores descansavam na praia, Peach desapareceu.

Durante a busca pela princesa, os irmãos encontraram um ovo na floresta. Dele, saiu o dinossauro Yoshi, que diz que seus amigos dinossauros foram aprisionados em ovos por tartarugas terríveis. Yoshi então se une a Mario e Luigi para, juntos, salvarem os dinossauros e a princesa Peach.

Super Mario World tem a mesma fórmula básica dos jogos anteriores do encanador: jogabilidade em plataforma, da esquerda para a direita, possibilidade de pular em cima dos inimigos e obter diversos Power-Ups no caminho. O cogumelo e a flor de fogo estão de volta. A Super Leaf, de Super Mario Bros. 3, dá lugar à Cape Feather: uma pena que dá uma capa a Mario e permite que ele voe com muito mais liberdade do que no game anterior. O jogo trouxe ainda uma caixinha para um item reserva, permitindo que o jogador tenha um Power-Up disponível para tirá-lo de um momento complicado. Mas a grande novidade do game foi o dinossauro Yoshi. Hoje adorado por muitos, Yoshi era um sonho antigo de Miyamoto, que, desde Super Mario Bros. sempre quis que Mario tivesse um companheiro dinossauro. No NES isso não foi possível devido às limitações do console, mas no SNES Yoshi finalmente saiu do papel. E o resultado está aí: hoje, Yoshi é um dos personagens mais queridos da família Mario.

O que tornou SMW diferente de todos os outros jogos do Mario foi, além dos novos Power-Ups e da estreia do Yoshi, o fato de várias fases terem mais de uma saída diferente. Muitos de nós perderam horas e horas tentando encontrar aquele outro final de uma fase específica. Eram 96 saídas para serem encontradas no game, que contava com 7 mundos principais e 2 escondidos. O primeiro deles era  a Star Road, um mundo estelar que continha um Yoshi de cor especial em cada fase. Cada um desses Yoshis executava uma habilidade única com qualquer cor de casco, e completando a Star Road outro mundo secreto se abria, o Special. A segunda fase desse lugar, Tubular, merece um parágrafo só para ela.

Tubular é a fase mais [insira um palavrão aqui] do jogo inteiro. Para passar de fase, o jogador precisava pegar um item único, um balão P, que transformava Mario numa versão inchada dele mesmo e permitia que o jogador o controlasse livremente por um precipício lateral quase interminável. O problema é que no caminho havia diversos inimigos loucos para “derrubar” você. Para piorar, o efeito do balão durava pouco tempo e você precisava bater nas caixinhas e pegar outro para renovar o efeito. Duas vezes. Dias se passavam até que esta maldita fase fosse superada e a nossa frustração só aumentava. Às vezes até surgiam controles quebrados, só de raiva da fase!

Essa é a difícil fase tubular

Super Mario world ainda foi relançado três vezes: a primeira na coletânea Super Mario All Stars+Super Mario World, para o SNES; a segunda para o Game Boy Advance, como título de Super Mario Advance 2: Super Mario World, e no Virtual Console do Wii. A versão do GBA trouxe pequenas mudanças como uma melhoria nos gráficos e a diferenciação real entre Mario e Luigi, enquanto a da coletânea do SNES e do Wii se manteve igual ao original.

Independentemente da versão, você precisa jogar este game. E, claro, se frustrar tentando passar da fase Tubular. Quando você finalmente conseguir, vai ser a melhor sensação do mundo. Eu agarantio!

Dicas

– Usar blocos “P” novamente: Para realizar este truque, é preciso estar com o Yoshi. Quando encontrar um bloco P, pule nele e, imediatamente, vire-se e engula-o (o bloco fica amassado por alguns momentos antes de sumir por completo). Se fizer corretamente, o bloco estará na boca do Yoshi. Você pode cuspi-lo e pisar nele novamente.

– Ouvir remix de SMW: Se você ficar parado numa fase do mundo Special por 2 minutos, ouvirá um remix de Super Mario Bros.!

– Conversão de itens: Se você terminar uma fase segurando um item, como um casco de tartaruga ou um trampolim, este item se transformará numa vida.

– Entrar em fortalezas já derrotadas: Para jogar novamente fortalezas que você já derrotou, segure L+R em cima da fortaleza derrotada.

Fonte: Nintendo World, Nº: 140, reportagem feita pelo jornalista André Onofre.

Mais imagens nostálgicas de Super Mario World:

 

 

Gostaria de saber mais truques desse jogo incrível? Acesse o link abaixo, você ficará impressionado com o que Mario (ou Luigi) pode fazer nesse jogo.

Truques e dicas 1

Truques e dicas 2

Truques e dicas 3

Alguns vídeos para a fase Tubular

Tubular 1

Tubular 2

 

Aumente o tamanho da imagem clicando nela

Passei bons momentos com esse jogo

 


 

 

Nintendo de Crochê

 Norte-americana faz sucesso ao recriar personagens de games usando lã

 De dia, Myndi Y. é contabilista. De noite, a garota é artesã. Desde criança gosta de produzir trabalhos manuais, principalmente com linhas e tecidos. Na juventude em Long Beach, Califórnia, já sabia usar máquinas de costura.

Mas ainda faltava alguma coisa: conhecer as técnicas de crochê para produzir bonecas. Há pouco mais de um ano, a norte-americana resolveu aprendê-las assistindo a vídeos no YouTube. “Aí poderia esculpir meus trabalhos, mas usando fios de lã em vez de argila”.

Hoje, aos 24 anos, a garota chama a atenção de vários sites e revista de games por um motivo óbvio. Suas inspirações são personagens de jogos da Big N. Principalmente, Mario e o Reino do Cogumelo. Não é à toa que o banheiro dela é decorado com cenários de Super Mario Bros. “Nintendo é o amor da minha vida! Mesmo jogos antigos de NES ocupam um lugar no meu coração. Eles me lembram de quando eu era criança”.

Um pouco maior que os 14,5 centímetros do Wii Remote, cada boneco do encanador leva de quatro a cinco horas para ficar pronto e é vendido pela Internet para todo o mundo. Os valores variam conforme as taxas de entrega do país do cliente, mas nos Estados Unidos um Mario crochetado custa menos de US$ 6.

Houver certa relutância da própria Myndi em comercializá-los. No começo, realmente não queria vender nenhum deles. Sentia quase como se estivesse dando meus filhos para estranhos. Mas recebi muitos pedidos e ficou mais fácil deixa-los ir”.

O preferido de Myndi é o Raccon Mario, de Super Mario Bros. 3. Na losta há outras criações, como um filhote de metroid, da franquia de mesmo nome e Octorok, da série Zelda.

Raccon Mario foi o mais trabalhoso

 

O valor, relativamente baixo para venda dos trabalhos, é apenas para arcar com as despesas com lã e mão-de-obra. ‘É apenas um hobby durante um momento de descanso”. Em contrapartida, a garota não aceita encomendas, pois não gosta de recriar o mesmo trabalho artesanal diversas vezes. “Além de uma ocupação, é uma terapia. Se está dando certo até agora é porque não há pressão de ninguém. É, para  mim, um ótimo passatempo. Senão, fica chato e deixa de ser divertido”. E também não aceita ajuda de outros artesãos para evitar que algo saia errado.

Foi assim que ela se encorajou a produzir itens diferentes, como um cachecol de Piranhas Plant. E, dessa forma, Myndi demonstra sua dedicação pela Big N.

 

“Sinto que meu amor pela Nintendo foi ficando maior conforme crescia. Agora sou capaz de apreciar cada trabalho, cada história, cada personagem de seus jogos. E eu realmente amo fazer os bonecos de crochê, adoro cuidar de cada detalhe, de cada uma das tantas partes diferentes de cada um”.

Mario Bee, mais um trabalho da norte-americana

 

Myndi Y. posta imagens de seus trabalhos no site da Flickr.

 

Fonte: Nintendo World, Número: 143.

 

E se Mario Soltasse um Hadouken?

Designer recria a turma do encanador no estilo da famosa série da Capcom.

A arte tanto pode vir dos games quanto também pode despertar a criatividade de alguém. É o caso da paulistana Maira Saito, que não dispensa um bom pacote de folhas sulfite para destruí-los com desenhos e criatividade.

Ela, que hoje tem 27 anos, já morou no Japão e nos contou que sua grande inspiração começou quando assistia a animes vindos diretamente do Oriente, além de prestar atenção nas artes conceituais de jogos para SNES. A empolgação foi tamanha que a garota começou a querer a desenhar da mesma forma. E a criatividade sempre foi seu forte. Prova disso, é a ilustração preparada especialmente para a Nintendo World. Trata-se de uma releitura de um famoso pôster de Street Fighter II, mas com os personagens da trupe de Mario. Genial, não?

Segundo a própria artista, a escolha temática de juntar as franquias da Capcom e da Nintendo foi definida, principalmente por Street Fighter ter sido o primeiro jogo de luta que ela jogou. E como ela coleciona artes conceituais em seu computador, nada mais prático do que colocar a cabeça para funcionar e bolar uma ideia para unir os dois mundos de uma forma interessante.

Maira é formada em design gráfico e já trabalhou com criação, web design, ilustração e até como animadora. Atualmente ela é design de uma produtora de jogo online. Fora isso, ela realiza alguns trabalhos free lance, como um game voltado para redes sociais.

Essa é a Maira

A garota já passou por diversos tipos de consoles e hoje tem um Nintendo Wii e um PlayStation 3 em casa. Os “jogos rápidos” são os preferidos – aqueles que não precisam ficar esquentando muito a cabeça, como games de luta e casuais, por exemplo, Mario Party.

Enquanto Ryu se transforma em Mario, Ken em Luigi e o Koopa Tropa no Guile, Maira continua suas empreitadas no mundo da arte e dos desenhos, deixando para os fãs da Nintendo um pouquinho de saudosismo de duas séries que marcaram a história dos games. Quer conhecer os trabalhos dela? Então acesse o site: Bicuda

Fonte: Nintendo World, Número: 141.